Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Com a virada do Cruzeiro no domingo, o time baiano alcançou dez jogos sem vencer os seis primeiros do Brasileiro. Foram oito derrotas, dois empates e apenas 6,7% de aproveitamento nesses confrontos.
O Vitória sofreu uma virada por 3 a 1 para o Cruzeiro no último domingo, ampliando o jejum diante dos seis primeiros colocados do Campeonato Brasileiro. A derrota, válida pela 28ª rodada, deixou claro que a equipe baiana ainda tem dificuldade para somar pontos contra os times do atual G-6 desta edição do torneio.
Desenvolvimento: números e fatos
O resultado em que o Cruzeiro venceu por 3 a 1 acentuou um retrospecto negativo: já são dez jogos sem vitória contra as equipes que hoje ocupam as seis primeiras posições da tabela. No total, o Vitória registrou dois empates e oito derrotas nesses confrontos, rendimento que corresponde a um aproveitamento de 6,7%.
O confronto em questão foi disputado pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2026. Entre os compromissos contra os integrantes do G-6 nesta edição, o rubro-negro baiano já tinha enfrentado:
- Flamengo — 2 jogos (Flamengo é o líder)
- Palmeiras — 2 jogos (Palmeiras é o segundo colocado)
- Athletico — 1 jogo (Athletico é o terceiro colocado; confronto do primeiro turno)
- Fluminense — 1 jogo (Fluminense é o quarto colocado; confronto do primeiro turno)
- Bahia — 2 jogos (Bahia é o quinto colocado)
- Cruzeiro — 2 jogos (Cruzeiro é o sexto colocado)
Das quatro derrotas sofridas como mandante no Brasileirão, todas ocorreram justamente contra equipes do atual G-6 (Flamengo, Palmeiras, Bahia e Cruzeiro), embora o clube figure como o quinto melhor mandante da competição em termos gerais.
Em paralelo ao Campeonato Brasileiro, o Vitória teve desdobramentos opostos na Copa do Brasil: na competição mata-mata, a equipe obteve vitórias expressivas por 2 a 0 sobre o Flamengo e por 4 a 0 sobre o Athletico, mas acabou sendo eliminada nas quartas de final após derrota para o Vasco, clube que luta contra o rebaixamento.
Contexto adicional: retrospecto na Série A e implicações
O aproveitamento de 6,7% contra os times do G-6 evidencia uma lacuna do Vitória ao medir forças com os adversários do topo da tabela: enquanto o Rubro-Negro consegue produzir resultados relevantes em torneios eliminatórios, no Brasileiro a equipe não tem conseguido traduzir esse desempenho em pontos diante dos clubes mais bem colocados. Esse histórico reduz as possibilidades de recuperação rápida em confrontos diretos contra rivais do pelotão de cima e aumenta a pressão por resultados nos jogos considerados mais factíveis.
Entre as demais equipes da Série A, apenas Grêmio e Chapecoense compartilham a marca de ainda não terem vencido clubes do atual G-6. O Vitória tem quatro pontos a mais que o Grêmio, que abre a zona de rebaixamento, e 15 pontos a mais que a Chapecoense, que ocupa a lanterna e soma apenas três vitórias na competição.
Para o torcedor baiano e para a avaliação técnica do clube, a soma desses elementos cria um cenário de cobrança: ser um dos melhores mandantes não tem sido suficiente para derrotar as forças do G-6, e a oscilação entre boas campanhas em copas e resultados negativos no Brasileiro aponta para a necessidade de ajustes táticos e de consistência mental em partidas decisivas.
O que está em jogo e os próximos compromissos
O desempenho contra os líderes e vice-líderes do campeonato tem impacto direto na ambição do Vitória de se manter distante da briga contra o descenso e, ao mesmo tempo, em suas chances de subir na tabela. A capacidade de pontuar diante de adversários de alta qualidade pode definir espaço para um crescimento mais sustentável nas rodadas finais.
- Próximo compromisso: Vitória x Chapecoense — no Barradão, dia 7 de outubro.
- Jogos futuros contra integrantes do G-6: confronto com o Athletico na 33ª rodada e com o Fluminense na 35ª rodada.
O duelo marcado para o Barradão contra a Chapecoense, após a pausa para a Data FIFA, surge como uma oportunidade para o Vitória retomar confiança diante de seu torcedor. Ao mesmo tempo, a proximidade de novos embates com times do G-6 exige que a comissão técnica e o elenco trabalhem para recuperar variáveis que têm faltado nos confrontos com os clubes do primeiro pelotão.
Fechando o ciclo imediato, a sequência de jogos nos meses seguintes será determinante para o saldo final do clube na temporada: somar pontos em partidas consideradas mais acessíveis e, quando possível, complicar adversários de maior investimento financeiro será a via escolhida para tentar reverter o retrospecto negativo contra os principais oponentes do campeonato.

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