Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Saíram de Santo Ângelo (RS) e enfrentaram cerca de 13 horas de estrada até o litoral catarinense. Luiz Fernando e o filho Thomáz disputam a etapa no Expocentro para representar o Noroeste gaúcho.
Um pai e seu filho deixaram Santo Ângelo, no Noroeste do Rio Grande do Sul, e enfrentaram uma viagem de aproximadamente 900 km — cerca de 13 horas de carro — até Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina, para participarem da 1ª edição da Liga Brasileira de Padel. A dupla chegou à competição com a intenção de representar a região e acompanhar de perto uma etapa que reúne atletas profissionais e amadores no Expocentro e em quadras de clubes parceiros.
Viagem e participação
Luiz Fernando Peres e o filho Thomáz Funari Peres iniciaram a jornada para a Liga Brasileira de Padel a partir de Santo Ângelo, deslocamento que o próprio casal descreveu como longo, realizado de carro e com duração estimada em 13 horas. Luiz Fernando, também conhecido como Lufe no ambiente do padel, é dono de um clube na cidade gaúcha e figura como incentivador da prática entre jovens da região.
O evento em Balneário Camboriú está em sua primeira edição e entrou nos jogos decisivos, segundo a programação: a competição segue até sábado, com partidas no Expocentro e em quadras de clubes parceiros. A presença de duplas vindas de diferentes regiões mostra o caráter nacional da iniciativa e a capacidade de reunir tanto praticantes amadores quanto atletas de nível profissional.
Prestigiar esse grande evento, que já deu certo. Eles estão entregando 110%, é um torneio promissor, que trouxe muitos atletas da região, movimentando a hotelaria. Viemos em 13 duplas do Noroeste do Rio Grande do Sul.
Essa declaração, atribuída a Luiz Fernando, resume a expectativa dos participantes vindos do Noroeste gaúcho: ver a competição crescer, oferecer boa estrutura e gerar movimentação na cadeia de serviços local, especialmente na hotelaria. A fala também revela que a caravana da região é numerosa — 13 duplas — e entusiasmada com a disputa.
É muito legal ver essa criançada se dedicando no esporte, treinando e os professores incentivando também.
Luiz Fernando ressaltou ainda o aspecto formativo do padel na sua região, destacando o envolvimento de crianças, professores e famílias no processo de formação esportiva. A presença de clubes locais e de um ambiente propício ao treinamento tem sido apresentada como fator importante para a consolidação da modalidade no interior gaúcho.
O olhar do jogador e a relação pai e filho
Do ponto de vista do jovem atleta, Thomáz Funari Peres contou que suas primeiras experiências no padel começaram há três anos e que sua trajetória teve forte influência do treino com o pai e com seu professor. A viagem de longa distância foi, para ele, uma oportunidade de viver a competição ao lado de um parceiro de confiança.
Faz três anos que comecei a jogar padel e toda essa minha carreira de padel foi treinando com meu professor e meu pai. Não tem uma pessoa melhor para viajar do que teu pai, e poder prestigiar esses momentos do campeonato ao lado dele.
A declaração de Thomáz enfatiza o aspecto humano da participação em competições: além da busca por resultados esportivos, há o valor da convivência familiar e da construção conjunta de uma trajetória no esporte. Para famílias vindas de cidades do interior, como Santo Ângelo, essa combinação de competição e reencontro é parte importante da experiência.
Contexto da competição e impactos locais
Como 1ª edição da Liga Brasileira de Padel, o torneio tem caráter de teste e demonstração de potencial: a organização montou jogos no Expocentro e contou com quadras de clubes parceiros para acomodar diferentes chaves e níveis técnicos. Ao reunir profissionais e amadores, a etapa de Balneário Camboriú tende a servir como vitrine tanto para atletas quanto para treinadores e clubes que buscam ampliar sua atuação.
Além do aspecto esportivo, participantes e organizadores têm destacado o efeito econômico e social do evento. A presença de delegações vindas de estados vizinhos e de outras regiões do país reforça a capacidade de atração do litoral catarinense para competições que geram ocupação de hotéis, movimentação de serviços e visibilidade para clubes e atletas.
Do ponto de vista do Noroeste gaúcho, a mobilização de 13 duplas confirma que o padel tem vivido um processo de interiorização: clubes e academias têm investido em quadras e na formação de jovens, e esse movimento se materializa na participação em torneios nacionais como a Liga.
Próximos passos
A Liga Brasileira de Padel continua em disputa até sábado, quando as fases decisivas serão disputadas no Expocentro e nas quadras parceiras. Para duplas vindas de longe, como a de Luiz Fernando e Thomáz, a oportunidade é de medir o trabalho desenvolvido nos últimos anos e de mostrar a força do Noroeste do Rio Grande do Sul em uma competição de alcance nacional. A expectativa é acompanhar a conclusão da etapa e ver como as equipes da região se posicionarão nas chaves decisivas.
Nos próximos dias, a atenção estará voltada para as partidas que definirão os classificados às finais e para o balanço sobre o impacto do torneio na região anfitriã, tanto no aspecto esportivo quanto no econômico. A presença de caravanas de diferentes partes do país deve manter a cidade em evidência até o encerramento da competição.

Siga o Foco no Esporte e acompanhe jogos, resultados e notícias em tempo real.
