Foto: Globo — uso em caráter informativo.
A Fifa convocou Daiane Muniz (SP), Leila Cruz (DF) e Maira Moreira (RS) entre 81 oficiais para a Copa Sub-17, que será em novembro no Catar. É a representatividade feminina brasileira na arbitragem.
A Fifa divulgou a lista de oficiais que atuará na Copa do Mundo Feminina Sub-17, e entre os nomes aprovados estão três árbitras brasileiras: Daiane Muniz (SP), Leila Cruz (DF) e Maira Moreira (RS). As três foram escolhidas para integrar o quadro de 81 oficiais, em anúncio feito nesta terça-feira, para a competição que será disputada em novembro no Catar.
O anúncio confirma a presença feminina brasileira na escala de arbitragem do torneio e coloca o país entre as delegações representadas no corpo oficial que acompanhará os jogos. Além do trio brasileiro, apenas uma outra composição totalmente feminina foi informada entre as designações: o conjunto da Espanha, formado pela árbitra Olatz River Olmedo e pelas assistentes Eliana Fernandez e Iragartze Fernandez.
Escalação das árbitras
- Daiane Muniz — São Paulo
- Leila Cruz — Distrito Federal
- Maira Moreira — Rio Grande do Sul
O anúncio integra a lista de 81 oficiais divulgada pela entidade máxima do futebol nesta terça-feira. A relação completa de nomes reúne árbitros, assistentes e demais oficiais vindos de diferentes confederações, com a missão de garantir a condução das partidas ao longo do calendário do torneio.
Dados centrais do torneio
- Início da competição: 19 de novembro
- Estreia do Brasil: 21 de novembro, contra a Irlanda
- Composição do grupo do Brasil: Brasil, Irlanda, Tanzânia e Costa Rica
- Total de seleções: 48 equipes (segunda edição nesse formato)
- Periodicidade: disputada anualmente desde o ano passado
- Campeão da última edição: Portugal
- Fase de localizações: até 2029, todas as edições serão realizadas no Catar
- Títulos do Brasil: quatro conquistas, a última em 2019 (quando o torneio foi disputado no Brasil)
Com a confirmação das brasileiras entre os oficiais, o foco já passa a ser a preparação e as designações para as partidas da fase de grupos e das fases seguintes. A competição, em sua segunda edição com 48 seleções, tem formato anual desde o ano passado e promete uma agenda extensa de confrontos, com delegações de diversos continentes convergindo ao Catar até 2029.
A presença das três árbitras brasileiras ganha relevância não apenas pela participação no torneio, mas também pelo contexto mais amplo da formação e desenvolvimento de profissionais de arbitragem na América do Sul. Em setembro, por exemplo, houve movimentações e programas regionais voltados à capacitação de árbitros e árbitras, com participação em competições de base como parte do processo de avaliação e aprimoramento técnico.
Esses programas de desenvolvimento têm servido como pano de fundo para a seleção e avaliação de oficiais que atuarão em torneios de maior escala, dando suporte técnico e proporcionando experiências em campeonatos de formação. A experiência prática em competições de base é frequentemente apontada como componente essencial para medir capacidade de gestão de jogo, tomada de decisão e leitura das partidas em situações de pressão.
O que está em jogo
Para as oficiais escaladas, a Copa do Mundo Sub-17 representa uma oportunidade de atuação em um torneio global, com visibilidade e exigência técnica elevadas. Para o futebol feminino brasileiro, a presença de árbitras em competições internacionais reforça a participação feminina nos diferentes elos da modalidade — desde as jogadoras até os quadros técnicos e de arbitragem.
No plano esportivo, o Brasil estreia em 21 de novembro diante da Irlanda, em confronto que abrirá a trajetória da seleção no Grupo que também conta com Tanzânia e Costa Rica. O desempenho nas primeiras rodadas será determinante para a sequência na tabela de classificação e para as chances de avançar às fases eliminatórias.
Além do resultado em campo, o torneio servirá como palco para avaliar atuações individuais de oficiais e assistentes, cujo desempenho pode influenciar convocações futuras para competições de base e de elite. A Fifa seguirá divulgando as designações de partidas conforme o início do torneio se aproximar.
Para o público e para os profissionais envolvidos, a contagem regressiva já tem data marcada: 19 de novembro é o pontapé inicial da competição no Catar, e a atenção estará voltada tanto para os jogos quanto para a performance das equipes de arbitragem que conduzirão as partidas.
O próximo passo da história será acompanhar as escolhas de partidas pela organização do torneio e a atuação em campo das árbitras brasileiras durante a competição, a partir do início dos jogos em 19 de novembro e da estreia do Brasil em 21 de novembro.

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