Capitão e maior artilheiro do Equador, Enner Valencia chega ao Mundial em boa forma aos 36 anos. O atacante deixou para trás uma passagem difícil pelo Internacional e mira seu último título global.
O Equador se prepara para sua estreia na Copa do Mundo neste domingo e, mais uma vez, Enner Valencia se destaca como uma das principais figuras da equipe. O capitão e maior artilheiro da história da seleção equatoriana, com 36 anos, superou momentos difíceis vividos no futebol brasileiro e chega em boa forma para o que pode ser seu último Mundial.
Desde setembro do ano passado, Valencia defende o Pachuca, do México, após uma passagem conturbada pelo Internacional. Durante quase dois anos em Porto Alegre, o jogador enfrentou altos e baixos e se tornou alvo de críticas da torcida, especialmente por seu desempenho em campo.
Agora, nove meses depois, o astro equatoriano traz números animadores do clube mexicano, além de um renovado senso de confiança que o capacita a liderar La Tri. Em sua última participação na Copa do Mundo, no Catar em 2022, Valencia foi o protagonista da partida inaugural, marcando os dois gols que garantiram a vitória do Equador sobre os anfitriões.
A trajetória de Valencia no Internacional começou promissora, com gols decisivos na Libertadores, mas a situação mudou após uma amarga derrota para o Fluminense nas semifinais, onde o jogador foi criticado por perder oportunidades claras. Essa virada na relação com a torcida resultou em um ciclo tumultuado e, eventualmente, na rescisão de seu contrato, quase um ano antes do previsto.
Após deixar o Inter, Valencia decidiu retornar ao Pachuca, um clube com o qual já tinha uma história marcante. Em sua primeira passagem, ele anotou 18 gols em 25 jogos, o que o levou a uma transferência para a Premier League. Nesta nova fase, o artilheiro equatoriano já marcou quatro gols e forneceu uma assistência em 10 partidas, embora tenha enfrentado desafios com lesões e forte concorrência no ataque.
Com a equipe do Pachuca, Valencia desempenhou um papel crucial ao ajudar o time a alcançar as semifinais do torneio local, com dois gols importantes na fase eliminatória contra o Toluca. Embora tenha repetido a média de gols de sua passagem anterior pelo Inter, a confiança e a continuidade no Pachuca têm sido vitais para seu desempenho.
No Equador, o jogador sempre contou com o apoio incondicional de seus compatriotas, mesmo em tempos difíceis. Especialistas destacam que a saída do futebol brasileiro foi uma decisão lógica e benéfica, permitindo a Valencia recuperar minutos e confiança antes do Mundial. A expectativa é alta, já que ele pode se tornar o recordista de jogos disputados por um jogador equatoriano em Copas do Mundo, além de ter a chance de ampliar seu número de gols pela seleção.
A estreia do Equador contra a Costa do Marfim acontece hoje, às 20h (de Brasília), na Filadélfia. O time está no Grupo E, que também conta com Alemanha e Curaçao, que se enfrentam mais cedo, às 14h, em Houston. O mundo do futebol aguarda ansioso para ver o que Enner Valencia, o capitão e líder da seleção equatoriana, trará para mais este desafio.

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