Foto: Reuters — uso em caráter informativo.
Laporta afirma que a capacidade e a experiência do Camp Nou o colocam à frente de Casablanca e do Bernabéu para a final da Copa de 2030. A declaração sai na fase final, com o Barça em alta após o 7 a 2 sobre o Racing.
Joan Laporta colocou o Camp Nou no centro do debate sobre onde deve ser disputada a final da Copa do Mundo de 2030, por entender que o estádio do Barcelona reúne elementos que o tornam mais apropriado do que as alternativas em Casablanca ou no Santiago Bernabéu. O posicionamento do presidente do clube chega em meio à fase de definições sobre sedes e estruturas do torneio, enquanto o Barcelona segue em destaque dentro do Campeonato Espanhol 2026/2027, após a goleada de 7 a 2 sobre o Racing na 6ª rodada.
No pronunciamento, Laporta destacou a capacidade do Camp Nou e a experiência do clube em sediar partidas de grande porte, apontando isso como argumento central para que a decisão da final seja feita em Barcelona. A entrevista foi concedida à rádio Cadena SER, e os trechos citados pelo presidente foram directos ao propor ao clube como alternativa à Marrocos e à capital espanhola.
Casablanca e Madri é a mesma coisa, hein? Vou dizer que não deveria ser nem Casablanca nem Madri, deveria ser no Camp Nou. Digo isso por uma razão: 105 mil espectadores. Eu acho que a Fifa vai levar isso em conta. Além disso, já houve uma final no Bernabéu, em 1982. Então, eu acho que, com todo o respeito ao Marrocos, penso que a final da Copa do Mundo deveria ser realizada na Espanha, porque é uma seleção que é campeã do mundo. (A final no) Camp Nou seria um reconhecimento internacional que nós queremos ter. E vamos propor isso e argumentar com essas razões e outras que certamente vamos pensar.
Dados concretos sobre sedes e estádios
Os números que cercam a candidatura conjunta para a Copa de 2030 foram frequentemente lembrados no debate. Entre os dados públicos sobre o projeto de sediamento constam propostas e capacidades que influenciam a avaliação das federações e da Fifa. Em linhas gerais, o torneio terá caráter multiplosede, com países europeus, africanos e sul-americanos envolvidos na organização.
Principais números da candidatura
- Capacidade do estádio proposto em Casablanca: 115 mil espectadores
- Capacidade do Camp Nou: 105 mil espectadores
- Final já realizada no Bernabéu: 1982
- Cidades candidatas: 17 (sendo 9 na Espanha)
- Total de estádios propostos: 20 (6 no Marrocos, 3 em Portugal, 11 na Espanha)
- Arenas com mais de 60 mil lugares: 8
- Arenas com mais de 80 mil lugares: 3
Desenvolvimento e implicações
A argumentação de Laporta combina elementos simbólicos e práticos. No plano prático, a capacidade do Camp Nou é colocada como trunfo: receber 105 mil torcedores torna o estádio competitivo frente ao projeto marroquino para Casablanca, que prevê uma arena com capacidade de 115 mil. No plano simbólico, o histórico de finais já realizadas na região e o peso da seleção espanhola são evocados como motivos para priorizar uma sede na Espanha.
A possibilidade de a final ser disputada em Barcelona é apresentada pelo presidente como parte de uma estratégia que o clube irá levar adiante junto aos organismos responsáveis, com a intenção de que argumentos técnicos e históricos sejam considerados nas decisões finais. Laporta também ressalta o respeito ao Marrocos, mas reitera a preferência pelo reconhecimento internacional que uma final no Camp Nou representaria para o Barcelona e para a Espanha.
Contexto ampliado
A Copa do Mundo de 2030 terá características incomuns: a realização em múltiplas sedes e continentes, com games na Península Ibérica, no Norte da África e em países sul-americanos que serão homenageados nas fases iniciais. Essa configuração amplia a disputa interna entre cidades e estádios pela condição de palco da partida decisiva. A Espanha aparece com peso significativo na candidatura, com nove cidades entre as 17 candidatas e a maior quantidade de partidas previstas no país.
Do ponto de vista organizacional, a multiplicidade de sedes exige avaliações sobre logística, capacidade de transporte, infraestrutura hoteleira e segurança, além de aspectos simbólicos e históricos que influenciam a escolha de palcos para jogos de maior destaque, como as semifinais e a final. O fato de o Bernabéu ter acolhido a final de 1982 é usado por Laporta como referência histórica que, na sua visão, abre espaço para uma reavaliação em favor do Camp Nou.
Para o Barcelona, o debate sobre a final da Copa de 2030 ocorre paralelo ao calendário esportivo da temporada 2026/2027, em que a equipe se apresenta com força no Campeonato Espanhol — evidenciado pela vitória por 7 a 2 sobre o Racing, na 6ª rodada. Esse desempenho em campo soma-se à tentativa de projetar o clube como protagonista também fora das quatro linhas, na capacidade de influenciar decisões sobre grandes eventos.
Próximos passos
O desfecho da disputa pela sede da final dependerá das avaliações técnicas e das decisões da Fifa e dos entes organizadores. No curto prazo, o movimento anunciado por Laporta aponta para a apresentação de propostas formais e argumentos que serão levados às instâncias competentes. A discussão deve seguir nos próximos meses, à medida que os dossiês de candidatura e as avaliações técnicas avancem.
Enquanto isso, o calendário esportivo do Barcelona continuará a marcar a agenda do clube, que combinará a defesa de títulos e campanhas nacionais com a estratégia institucional de promover o Camp Nou como palco apto para acolher a partida mais importante do Mundial de 2030.

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