O Haiti mostrou força ofensiva na estreia da Copa e pode ser obstáculo para a Seleção no Grupo C. A Escócia sofreu para segurar o placar e não dominou o confronto em Atlanta.
Quem esperava um passeio da Escócia contra o Haiti neste sábado (13) se surpreendeu. Após o empate entre Brasil e Marrocos por 1 a 1, as duas equipes do Grupo C se enfrentaram no Estádio de Atlanta, na Geórgia, em um confronto aberto, onde o ataque haitiano mostrou capacidade de furar o bloqueio defensivo escocês, embora não tenha conseguido marcar na estreia da Copa do Mundo. A Escócia, que venceu por 1 a 0, já havia apresentado dificuldades em amistosos pré-Copa, especialmente contra Japão e Curaçao, ambas classificadas para o Mundial. Contra o Haiti, não dominou o confronto, trocando menos passes e finalizando apenas oito vezes, em comparação com os 13 chutes do adversário.
John McGinn, no primeiro tempo, foi o único capaz de furar o bloqueio defensivo e contou com um desvio para marcar. Apesar de ser considerada a seleção mais fraca do grupo, o Haiti apresentou credenciais que podem complicar a vida do Brasil na segunda rodada do Grupo C, que ocorrerá nesta sexta-feira (19), no Estádio da Filadélfia, na Pensilvânia.
O Haiti demonstrou ser a seleção que mais criava na partida, mesmo antes de ficar atrás no placar. No segundo tempo, o ataque veloz dos haitianos incomodou a solidez defensiva da Escócia. A principal arma da equipe, as jogadas aéreas, não foram suficientes para igualar o placar em Atlanta. Frantzdy Pierrot, atacante do AEK Athens, foi o principal alvo do Haiti no ataque, embora não tenha participado ativamente das jogadas criativas, com apenas seis tentativas de passe. Por outro lado, teve três grandes chances de marcar durante os 90 minutos, incluindo um cabeceio que passou próximo à meta defendida por Angus Gunn.
Pierrot tem um perfil mais próximo ao de Igor Thiago, mas é menos participativo na pressão pós-perda. Ele será uma importante ameaça para a defesa brasileira, composta por Marquinhos e Gabriel Magalhães, na próxima sexta-feira. No jogo contra Marrocos, os maiores riscos para o Brasil surgiram nas jogadas de velocidade e passes em diagonais, que foram responsáveis pelo gol do adversário.
Além de Pierrot, o Haiti conta com Duckens Nazon, o maior artilheiro da história do país, que busca ganhar ritmo após fugir da guerra no Irã. Ele não foi utilizado no jogo contra a Escócia, mas é esperado para o confronto contra o Brasil, onde a seleção haitiana não terá a pressão de segurar o resultado, podendo explorar ainda mais suas forças, especialmente nas bolas aéreas.
Nossos rivais têm muito mais a perder do que nós. Que sorte para os meninos poder jogar nesse tipo de atmosfera. Compartilhar isso com eles foi fantástico, e acho que vai continuar sendo assim nos próximos jogos. Não vamos desistir e vamos tentar escrever uma história ainda melhor do que o que fizemos até agora.
Trabalhamos muito sobre o Brasil, vamos analisar o jogo deles desta tarde. Vamos reassistir ao nosso jogo e tentar achar soluções para incomodar o Brasil.
O histórico entre Brasil e Haiti remonta à Copa América de 2016, quando a seleção brasileira venceu por 7 a 1, mas acabou eliminada na fase de grupos após uma derrota para o Peru. A campanha resultou na demissão do técnico Dunga, que foi substituído por Tite para os ciclos seguintes da Copa do Mundo.
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Como foi o jogo
- ⚽ Vini Jr. (Brasil) — 06′ 1º tempo
- ⚽ Vini Jr. (Brasil) — 47′ 1º tempo
- ⚽ Matheus Cunha (Brasil) — 14′ 2º tempo
Posse de bola: 47% x 53% | Finalizações: 6 x 16
Fase de Grupos — Miami. Dados oficiais da partida.
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