A Seleção Brasileira chega à Copa com reforço inédito: uma psicóloga na comissão técnica. Ancelotti aposta no equilíbrio emocional como peça-chave para o hexacampeonato.
Na busca pela tão sonhada conquista do hexacampeonato mundial, a Seleção Brasileira não está apenas focada em aspectos técnicos e táticos, mas também na saúde mental de seus atletas. O técnico Carlo Ancelotti destacou a importância do aspecto psicológico, afirmando que ele é tão crucial quanto a parte tática da equipe.
Para garantir o bem-estar emocional dos jogadores durante a Copa do Mundo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) implementou uma série de medidas inovadoras. Entre elas, a presença de uma psicóloga na comissão técnica, algo que não ocorreu nas últimas duas edições do torneio. A presença dessa profissional é um marco significativo, pois demonstra uma nova abordagem em relação à saúde mental no esporte.
O hotel onde a Seleção está hospedada em Nova Jersey passou por adaptações especialmente pensadas para promover a saúde mental dos jogadores e demais membros da delegação. O fisiologista Guilherme Passos explica: “São cerca de 90 pessoas confinadas num hotel por 40 ou até 50 dias, é um tempo muito longe de casa e muitas pessoas no mesmo espaço. Por isso, preparamos espaços para relaxamento e um local de silêncio para leitura, assim como uma área externa com vegetação, que já é do hotel, mas que refinamos para torná-la mais agradável.”
Além disso, o interior do hotel conta com decorações que remetem à paisagem externa e frases motivacionais, criando um ambiente positivo para os jogadores. Durante a competição, o contato com familiares será permitido apenas nas folgas, garantindo que os atletas possam focar em seu desempenho.
A responsável pela saúde mental da Seleção é Marisa Santiago, psicóloga do esporte com experiência em clubes como Atlético-MG e Bahia. Ela enfatiza que seu trabalho não é terapêutico, mas sim de apoio para que os atletas lidem com a pressão do desempenho. “Estou aqui para ajudar os atletas a se sentirem confortáveis e a lidarem melhor com a pressão que enfrentam”, disse Marisa.
“Eu acho muito isso importante não só para o futebol como para a vida. Ter uma pessoa como essa dentro da seleção é fundamental”, comentou o meia Bruno Guimarães, ressaltando a relevância do acompanhamento psicológico.
Além de atendimentos individuais, Marisa realiza dinâmicas em grupo, sempre adaptando sua abordagem de acordo com a necessidade da equipe. Durante a Copa do Mundo, ela também terá a tarefa de orientar a comissão técnica sobre como manter o grupo concentrado em situações adversas, como atrasos de partidas devido a condições climáticas.
A última vez que a Seleção Brasileira teve um profissional especializado em saúde mental foi na Copa de 2014, com a psicóloga Regina Brandão. Desde então, a abordagem da CBF evoluiu, reconhecendo a importância desse suporte na preparação para um torneio tão desafiador como a Copa do Mundo. O foco na saúde mental promete ser um diferencial para a equipe na busca pela glória mundial.

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