Foto: Globo — uso em caráter informativo.
A seleção masculina da Venezuela entra em quadra marcada pela homenagem ao seu ex-capitão Willner Rivas e pela missão esportiva no Pré-Olímpico. Com uma braçadeira preta no uniforme, o time seguirá em busca de uma vaga entre os três primeiros colocados do torneio, objetivo que garantiria participação no Mundial e nos Jogos Pan-Americanos de 2027. A partida contra o Brasil está marcada para este sábado (19), às 11h (de Brasília), no Maracanãzinho.
Desenvolvimento: resultados, números e rostos
No torneio disputado no Maracanãzinho, a Venezuela soma até agora uma vitória e duas derrotas, ocupando a quarta posição da chave. A seleção venezuelana estreou com derrotas para a Argentina por 3 a 1 e para o Chile por 3 a 0, e, na quinta-feira (17), registrou a vitória sobre a Bolívia por 3 sets a 1. Ao fim dessa partida, alguns jogadores seguraram uma foto de Willner Rivas durante a celebração.
O capitão que é lembrado pela equipe, Willner Rivas, tinha 31 anos e foi uma das vítimas fatais dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho. No mesmo desastre, também morreram sua esposa, Mariangel Pérez, e o filho do casal, Theo. A tragédia abalou a seleção e motivou as homenagens no Pré-Olímpico, visíveis nas braçadeiras pretas e nas fotografias exibidas pelos atletas.
Do lado brasileiro, a seleção verde-amarela lidera o Pré-Olímpico com aproveitamento pleno: 100% de vitórias e nenhum set perdido em três jogos. Na terceira rodada, o Brasil venceu a Colômbia por 3 sets a 0. O atacante Darlan aparece como o principal pontuador do Brasil no torneio, com 26 acertos.
Declarações
O ponteiro venezuelano Luis López, de 21 anos, falou sobre a perda e sobre a dedicação das partidas ao ex-capitão:
“Willner era nosso capitão de muito tempo, e a partida dele nos pegou muito. Mas aqui continuamos, com resiliência, lutando, dando a cara. Os pontos e jogos que fazemos são dedicados a Rivas e a Theo. A força deles estará sempre dentro de nós.”
O central Jean Herrera Escalona, de 23 anos, também comentou o impacto da morte do capitão e como a equipe pretende manter a lembrança viva:
“Rivas foi uma pessoa importantíssima para nós. É uma perda que deixa um vazio enorme em cada um dos jogadores. Tentaremos levá-lo sempre conosco, seja na braçadeira ou em fotos.”
Sobre o desafio esportivo que se aproxima diante do Brasil, Escalona projetou a partida desta sábado:
“O jogo poderá ser difícil, mas também temos condições de enfrentar o Brasil de igual para igual. Nada é impossível na vida. Assim como ganhamos da Bolívia, tentaremos jogar bem e derrotar os brasileiros.”
Contexto e o que está em jogo
O Pré-Olímpico tem como objetivo classificar as principais seleções para grandes competições internacionais: a Venezuela busca terminar entre as três primeiras colocadas para garantir vaga no Mundial e nos Jogos Pan-Americanos de 2027. No momento, a seleção venezuelana está em situação delicada, com apenas uma vitória nas três partidas disputadas, o que torna os próximos confrontos decisivos para suas chances de avanço.
A ordem e os resultados no grupo mostram que o Brasil se apresenta como franco favorito: além de manter 100% de aproveitamento, a equipe brasileira não cedeu sets até a terceira rodada, o que aumenta a pressão sobre adversários como a Venezuela. Para os venezuelanos, o duelo contra o Brasil será uma prova de capacidade competitiva e de resistência emocional, dado o luto que a equipe carrega.
Próximos compromissos
Jogos anunciados
- 19/09 — 11h (de Brasília): Brasil x Venezuela — Maracanãzinho
- 20/09 — 16h (de Brasília): Venezuela x Colômbia — possível jogo decisivo para classificação
Além desses duelos, as demais partidas da chave e os resultados finais irão consolidar as três seleções classificadas para o Mundial e para os Jogos Pan-Americanos de 2027. Para a Venezuela, a sequência de jogos determina que cada ponto será fundamental, e que o confronto contra a Colômbia no domingo (20) poderá ter peso direto sobre as chances de classificação.
Fecho: o próximo passo da história
O foco imediato vai para a partida deste sábado, quando a Venezuela enfrentará a seleção brasileira no Maracanãzinho. A equipe venezuelana entrará em quadra com a braçadeira preta e a lembrança de Willner Rivas, tentando conciliar a carga emocional da homenagem com a necessidade de somar resultados que mantenham vivas as ambições no Pré-Olímpico. Do lado do Brasil, a manutenção do aproveitamento pleno e a força coletiva projetam um adversário duro para os venezuelanos.
Nos dias seguintes, a evolução da tabela e os resultados definiram os rumos da classificação: a performance contra o Brasil, e depois diante da Colômbia no domingo (20), serão capítulos determinantes para a trajetória venezuelana rumo ao Mundial e aos Jogos Pan-Americanos de 2027. A história, marcada por luto e por busca esportiva, terá desfecho provisório conforme as próximas partidas forem acontecendo.

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