Foto: Globo — uso em caráter informativo.
A estreante Uzbequistão entra em campo hoje contra a Colômbia às 23h no Azteca. O técnico Cannavaro aposta na altitude e na coragem para surpreender na Copa do Mundo 2026.
A Copa do Mundo de 2026 está prestes a começar, e o Uzbequistão, sob o comando do experiente técnico Fabio Cannavaro, se prepara para um desafio monumental. O time fará sua estreia na competição contra a Colômbia, em um confronto marcado para hoje, às 23h (de Brasília), no icônico Estádio Azteca, localizado a 2.240 metros acima do nível do mar.
Jogar em altitudes elevadas não é uma novidade para os sul-americanos, mas para seleções de outras partes do mundo, como o Uzbequistão, isso representa uma grande dificuldade. Cannavaro, campeão mundial em 2006 pela Itália, é bem consciente dos desafios que a altitude pode trazer. Ele tomou a decisão estratégica de levar a equipe à Cidade do México apenas na véspera do jogo, e a ideia é retornar aos Estados Unidos logo após a partida.
“Isso é uma dificuldade que cada equipe enfrenta quando tem que jogar em altitudes. Eu tive a chance de jogar a Copa do Mundo na África do Sul. Nós estávamos lá com a Itália e ficamos 25 dias em uma área de montanha. Acho que foi a pior Copa do Mundo para o time italiano. E nós decidimos vir aqui hoje, vamos jogar e depois voltar. Esse é um problema que todos terão, não apenas o Uzbequistão. Todos que jogam aqui têm enfrentado esse problema, isso não me preocupa,”
Na Copa de 2010, a Itália também enfrentou adversidades em altitudes, o que deixou uma marca na memória de Cannavaro. O Uzbequistão, estreante na Copa do Mundo, não terá vida fácil, especialmente ao enfrentar a Colômbia, que conta com jogadores acostumados a jogar em condições ainda mais desafiadoras, como nos torneios da Libertadores e Sul-Americana, que podem ocorrer a altitudes de até 4.000 metros.
Apesar das dificuldades, Cannavaro mantém uma postura otimista. Ele reconhece que Portugal e Colômbia são os favoritos no Grupo K, mas enfatiza que o Uzbequistão adotará uma abordagem de “franco atirador” na competição. O técnico tem trabalhado para aliviar a pressão sobre seus jogadores e incentivá-los a aproveitar a experiência de estar na Copa do Mundo.
“Eu tento remover a pressão deles porque, claro, estamos em uma fase muito difícil. Vamos enfrentar Colômbia, Portugal e Congo, que tem 90% dos jogadores na Liga 1 ou Premier League. Então, a fase é difícil. E eu tento explicar a eles para serem felizes, porque é a primeira vez. Nós não temos nada a perder, mas isso não significa que vamos apenas para serem felizes. Precisamos de luta, nós sabemos que precisamos. Temos que mostrar para as pessoas como os jogadores do Uzbequistão querem crescer no futuro. Desde que eu cheguei, eu tentei dar a eles essa mensagem,”
Com a estreia se aproximando, a expectativa é alta para ver como o Uzbequistão se sairá nesse desafio inédito. A torcida espera que a seleção mostre todo seu potencial e deixe sua marca nesse grande evento do futebol mundial.

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