Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
A Tunísia virou notícia mundial ao dispensar Sabri Lamouchi após goleada de 5 a 1 para a Suécia. O gesto inédito remete à demissão de Carlos Alberto Parreira durante um Mundial.
Na última segunda-feira, 15 de junho de 2026, a Tunísia fez história ao se tornar a primeira seleção a demitir seu treinador durante uma Copa do Mundo, ao anunciar a saída de Sabri Lamouchi após a impressionante goleada sofrida para a Suécia, que terminou com o placar de 5 a 1. Essa decisão, embora ainda não oficializada, foi amplamente confirmada por diversos veículos de imprensa e marca um momento inédito no maior torneio de futebol do planeta.
O que muitos não se lembram é que um brasileiro detém o título de primeiro técnico a ser demitido durante um Mundial. Trata-se de Carlos Alberto Parreira, que em 1998, na Copa do Mundo da França, viu sua trajetória como treinador da Arábia Saudita chegar ao fim de maneira precoce. Naquele ano, Parreira já era um nome consagrado, tendo levado a seleção brasileira ao tetra campeonato e, portanto, chegou à Arábia Saudita com grandes expectativas.
Infelizmente, a realidade foi bem diferente. O início da Copa foi desastroso para a equipe saudita, que sofreu duas derrotas consecutivas: 1 a 0 para a Dinamarca e 4 a 0 para a França. Com isso, a eliminação da Arábia foi antecipada, e a demissão de Parreira se tornou inevitável. A insatisfação com os resultados foi tão grande que o treinador brasileiro não teve a oportunidade de concluir o torneio. Na terceira rodada, um empate sem gols contra a África do Sul resultou na nomeação de Mohammed Al-Kharashy como seu substituto interino.
A Copa de 1998 não foi apenas um marco para a demissão de Parreira, mas também para outros treinadores. Cha Bum-Kun, técnico da Coreia do Sul, e Henryk Kasperczak, da Tunísia, enfrentaram destinos semelhantes após resultados ruins na fase de grupos. Até o momento, somente esses três, além de Sabri Lamouchi, vivenciaram a experiência de perder seus empregos durante um Mundial.
Além disso, as demissões de treinadores durante o torneio não são tão comuns. Casos como o de Julen Lopetegui, que deixou a seleção espanhola em 2018 devido a uma disputa com a federação, e Srečko Katanec, que pediu demissão da Eslovênia em 2002 após conflitos internos, exemplificam que as saídas muitas vezes ocorrem por questões diferentes e não apenas por resultados em campo.
A Copa do Mundo é um palco de pressão extrema, onde a performance das equipes pode levar a decisões drásticas em questão de dias.
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