Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Em Guayaquil, Taiane levou o Brasil ao topo ao vencer a categoria acima de 86kg. Ela ergueu 114kg no arranco, 135kg no arremesso e somou 249kg no total.
Taiane Justino voltou a colocar o Brasil no lugar mais alto do pódio no Sul-Americano de Levantamento de Pesos em Guayaquil, no Equador: no último domingo, a atleta garantiu três medalhas de ouro na categoria acima de 86kg do torneio adulto, confirmando uma atuação de destaque para a delegação brasileira.
Detalhes da conquista
Na disputa da categoria acima de 86kg do Sul-Americano Adulto, Taiane Justino venceu o arranco com um levantamento de 114kg e também ficou em primeiro no arremesso, executando 135kg. No conjunto das duas provas, a atleta somou 249kg e subiu ao lugar mais alto do pódio em todas as três medalhas em disputa naquela categoria, faturando assim três ouros.
A competição em Guayaquil reuniu diversas categorias e faixas etárias, e a participação brasileira teve outros nomes em evidência. Gabriel Portela, competindo simultaneamente nas chaves Adulto e Sub‑20 da categoria +110kg, conquistou um total de seis ouros: três no Sul-Americano Adulto e três no Sul-Americano Sub‑20. Portela registrou 175kg no arranco e 210kg no arremesso, alcançando 385kg no total. Essas três marcas valeram, no Sub‑20, como recordes nacionais, sul-americanos e pan-americanos.
No Sul-Americano Sub‑17, Ysaac Moreira também deixou sua marca internacional ao terminar a competição com três medalhas — as primeiras da sua carreira em torneios fora do país. Na categoria acima de 95kg do Sub‑17, Moreira obteve o bronze no arranco com 112kg e também no arremesso com 145kg, totalizando 257kg no somatório das duas provas.
Somando os resultados dos eventos realizados em Guayaquil — Sul-Americano Adulto, Sub‑20, Sub‑17, Sub‑15 e o Campeonato Pan‑Americano Sub‑17/Sub‑15 — a delegação brasileira recolheu 72 medalhas ao fim das disputas, contabilizando pódios em diversas categorias e idades.
Contexto e significado
O desempenho apresentado em Guayaquil amplia o ciclo de resultados positivos do levantamento de pesos brasileiro em competições continentais, especialmente nas categorias de base, onde surgem marcas que chegam a estabelecer recordes regionais e pan‑americanos no Sub‑20, como foi o caso de Gabriel Portela. Para o Brasil, conquistas desse porte servem tanto como termômetro do trabalho nas categorias de formação quanto como impulso para as equipes adultas ao longo do ciclo olímpico.
Taiane Justino, cuja trajetória inclui referências a sua origem em comunidades do Rio de Janeiro, consolidou sua posição na categoria acima de 86kg ao dominar as duas provas técnicas do esporte — arranco e arremesso — no evento adulto. A soma de três ouros por uma atleta numa mesma categoria em um Sul‑Americano reforça a competitividade brasileira entre as mulheres mais pesadas da modalidade na região.
Do ponto de vista das categorias de base, os feitos de Gabriel Portela e Ysaac Moreira mostram uma continuidade de resultados que passou a ser registrada com maior frequência em eventos sul‑americanos e pan‑americanos. No caso de Portela, além das medalhas, as marcas obtidas entram para o quadro de recordes do Sub‑20 nas esferas nacional, sul‑americana e pan‑americana, um indicativo do nível técnico alcançado.
Apesar dos números expressivos, a reportagem não detalhou a programação futura imediata dos atletas ou calendários oficiais de preparação que sigam de imediato ao evento em Guayaquil. Também não foram informadas, no material original, datas ou locais dos próximos compromissos individuais dos competidores citados.
O que resta acompanhar
Com a conclusão das provas em Guayaquil e os 72 pódios contabilizados, o próximo passo para o levantamento de pesos brasileiro será a manutenção desse rendimento nas etapas seguintes do calendário continental e nas janelas de preparação para competições internacionais maiores. O resultado abre espaço para acompanhar a evolução técnica de atletas que já sinalizam obter marcas recordes nas categorias de base e para observar como os competidores adultos consolidarão esses desempenhos em torneios futuros.
Em nível local e de clubes, as conquistas de atletas com trajetórias originadas em comunidades e núcleos de formação atlética reforçam a importância de programas de base e de centros de treinamento que identificam e lapidam talentos para disputa em cenários internacionais. O desempenho de Guayaquil, portanto, servirá como referência para seleções, técnicos e dirigentes interessados em manter e ampliar a presença do Brasil nos pódios sul‑americanos e pan‑americanos.
A história seguirá com a divulgação das agendas oficiais e das confirmações de participação brasileira nas próximas competições do calendário, quando será possível medir a continuidade dos resultados alcançados em solo equatoriano.

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