Foto: Globo — uso em caráter informativo.
O jogo de ida é nesta segunda, às 21h30, na Arena Fonte Nova. As Mulheres de Aço, comandadas por Felipe Freitas, chegam embaladas após a melhor primeira fase da história do clube, com a vaga garantida.
O Bahia viverá mais um capítulo decisivo de sua temporada ao receber o Palmeiras nesta segunda-feira, às 21h30 (horário de Brasília), na Arena Fonte Nova, pelo jogo de ida das quartas de final do Brasileirão Feminino. A equipe treinada por Felipe Freitas chega ao confronto após uma primeira fase que já entrou para a história do clube.
Desenvolvimento: números, trajetórias e declarações
A campanha do Bahia na primeira fase foi a melhor da história do clube na competição: as Mulheres de Aço garantiram a classificação para as quartas de final com uma rodada de antecedência e terminaram a fase de grupos na 6ª colocação, com 29 pontos. Em 2025, o clube também havia marcado sua presença no mata-mata ao se tornar o primeiro time nordestino a alcançar as quartas da Série A1, fechando aquela edição em 7º lugar, com 24 pontos.
O adversário, o Palmeiras, aparece como uma das forças do torneio: a equipe terminou a primeira fase na 3ª colocação e chega ao duelo como favorita na avaliação geral do cenário nacional. O confronto de ida em Salvador será, portanto, uma prova do salto de competitividade do Bahia frente aos grandes clubes.
“O que eu falo muito para elas é: vamos provar, vamos fazer nossa parte. A nossa parte a gente faz. Vamos entregar resultados, entregar desempenho, duelar em alto nível com todas as equipes. E, na hora que for oportuno, nós seremos convocados. E, quando convocados, estaremos prontos para representar a nossa pátria” – Felipe Freitas
Felipe Freitas, que está no Bahia desde 2024 e tem contrato até 2027, relacionou a evolução do time a três pilares que norteiam o projeto: planejamento de médio e longo prazo, montagem do elenco alinhada ao modelo desejado e a adesão das atletas ao trabalho da comissão técnica. Ele voltou a destacar a importância da continuidade do trabalho para construir resultados mais sólidos.
“Uma delas é o planejamento de médio e longo prazo. Outra foi agregar atletas que se encaixassem como uma luva dentro do modelo. E todas as atletas entregando o seu melhor e comprando a ideia. Acho que esses três elementos foram determinantes para essa campanha” – Felipe Freitas
Além do aspecto tático e de montagem do elenco, o treinador ressaltou a mudança de mentalidade dentro do grupo, que passou a encarar derrotas e desafios de forma diferente, com mais maturidade e sentimento de protagonismo.
“O desafio foi colocar na cabeça dessas atletas que elas podem ser muito maiores do que aquilo que é imposto para elas. Hoje foi convencê-las de se sentirem campeãs e jogarem como campeãs. Essa mudança de mentalidade, de ser campeã, ser protagonista, tem feito com que a gente entre com qualquer equipe num nível muito igual” – Felipe Freitas
No trabalho de preparação para enfrentar o Palmeiras, o Bahia tem investido em análise do rival e em treinos específicos para explorar vulnerabilidades identificadas pela comissão técnica.
“Temos treinado muito arduamente após os estudos do Palmeiras. Temos tentado identificar algumas vulnerabilidades e pretendemos surpreender. Óbvio que sabemos do grau da dificuldade” – Felipe Freitas
Contexto: o que está em jogo e a dimensão regional
Além da vaga nas semifinais do Brasileirão Feminino, a campanha do Bahia ganha contornos ainda maiores por causa da proximidade da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil. Salvador figura entre as cidades-sede do Mundial, o que coloca a capital baiana e o futebol praticado na região Nordeste em evidência no calendário internacional.
O crescimento do Bahia, portanto, não tem impacto apenas interno: a visibilidade no mata-mata nacional pode abrir portas para atletas do clube serem observadas para convocações futuras. Felipe citou experiências recentes de trabalho que resultaram em convocações e projetou o impacto que uma jogadora do Bahia na seleção poderia ter sobre a torcida e o olhar do país para a competição.
“Eu tive uma participação direta aqui nesse período, da convocação da Ângela, na seleção uruguaia. Ela não era convocada quando cheguei, e a gente conseguiu, com o trabalho, com a entrega da jogadora e de toda a comissão, fazer com que ela fosse para a seleção” – Felipe Freitas
“É uma realização de um sonho que eu não pude viver como atleta. Seria muito legal” – Felipe Freitas
O impacto de uma eventual convocação de uma atleta do Bahia para a seleção teria repercussões regionais: Felipe projeta que isso poderia aumentar ainda mais a atenção sobre o futebol feminino do Nordeste e mobilizar a torcida local.
Dentro do clube, a sequência de resultados e a manutenção do comando técnico desde 2024 com contrato até 2027 são apontadas como elementos que deram base para a evolução. Isso explica, em parte, como o Bahia conseguiu transformar um acesso ao mata-mata em uma campanha mais consistente, culminando no sexto lugar e na ambição de avançar às semifinais.
Fecho: o próximo passo da história
O próximo passo imediato é o confronto contra o Palmeiras, na Arena Fonte Nova, nesta segunda-feira às 21h30. Será o primeiro embate das quartas de final, uma oportunidade para o Bahia confirmar em campo a evolução que vem sendo construída nos últimos anos. A sequência na competição e a possibilidade de colocar atletas na vitrine para a seleção tornam a partida um ponto de observação importante para o futebol do Nordeste.
Se a meta do clube e da comissão técnica se mantiver — sustentabilidade do projeto, aposta na continuidade e crescimento das jogadoras —, o desfecho do confronto diante do Palmeiras poderá definir não só o sonho imediato de avançar no Brasileiro Feminino, mas também uma nova etapa na projeção nacional das atletas do Bahia.

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