Foto: Globo — uso em caráter informativo.
As feridas da eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo ainda estão abertas. Neste sábado, após a derrota da Noruega para a Inglaterra, o apresentador do Seleção Copa, André Rizek, não hesitou em expressar sua frustração e admitiu que sentiu ‘inveja’ da equipe inglesa, que avançou para as semifinais.
Rizek analisou a performance da seleção inglesa, que, em uma exibição convincente, demonstrou um controle de jogo muito superior ao que o Brasil teve em sua partida contra a Noruega, onde saiu derrotado por 2 a 1. Ele destacou que a Inglaterra teve 52% de posse de bola, enquanto o Brasil conseguiu apenas 33% no confronto anterior.
“Você compara o que foi Brasil e Noruega e o que foi Inglaterra e Noruega, eu fiquei com inveja da Inglaterra”, admitiu Rizek.
O apresentador também ressaltou a quantidade de passes trocados pelas seleções. A Noruega, que havia feito 617 passes contra o Brasil, teve um desempenho inferior ao da Inglaterra, que trocou 567 passes neste último jogo, enquanto a equipe brasileira apenas conseguiu 279. Isso evidencia um controle de jogo muito mais eficaz por parte dos ingleses.
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“O que impressionou da Noruega contra o Brasil é que eles trocaram 617 passes. Hoje, quem trocou mais passes foi a Inglaterra (567 x 492). Ou seja, o controle do jogo ficou com a Inglaterra”, completou Rizek.
Paulo Nunes, ex-atacante e atual comentarista, também se juntou à análise de Rizek, elogiando a estratégia britânica. Ele apontou que a Inglaterra anulou jogadores-chave da Noruega, como Martin Ødegaard e Erling Haaland, que teve poucas chances de jogo durante a partida.
“Eles fizeram aquilo que o Brasil não fez. Foram marcar a seleção da Noruega e anularam o Odegaard, não deram a bola para a Noruega. O Haaland quase não tocou na bola”, lembrou Nunes.
As críticas também se estenderam ao técnico Carlo Ancelotti, com comparações sendo feitas ao trabalho do treinador da Inglaterra, Thomas Tuchel. Enquanto Ancelotti assumiu o Brasil em maio de 2025, Tuchel começou sua trajetória na seleção inglesa em janeiro do mesmo ano e conseguiu fazer sua equipe evoluir de forma significativa.
“Claro que ele (Tuchel) pegou uma seleção mais montada, mas ele fez essa seleção evoluir, diferente da seleção brasileira”, destacou Felipe Melo, ex-jogador e comentarista.
A análise de Rizek e dos comentaristas expõe a frustração com o desempenho da seleção brasileira e a esperança de que a equipe possa aprender com os erros e buscar um futuro mais promissor nas próximas competições.

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