Foto: Globo — uso em caráter informativo.
A dois dias da convocação de Ancelotti, Renan Lodi apresentou sua versão sobre a vacinação contra a Covid-19 nas Eliminatórias de 2022 e rebateu críticas de Tite. Aos 28 anos, diz estar confiante por um lugar na lista de 9 de setembro.
A dois dias da primeira convocação de Ancelotti para o próximo ciclo de Copa do Mundo, o lateral-esquerdo Renan Lodi assumiu publicamente sua versão sobre o episódio envolvendo a vacinação contra a Covid-19 durante as Eliminatórias de 2022, rebateu declarações do então técnico e reafirmou o desejo de voltar a ser chamado para a seleção brasileira. Aos 28 anos, o jogador vive a expectativa de integrar a lista que será divulgada no dia 9 de setembro.
Detalhes do episódio e a versão de Lodi
Lodi participou do ciclo que antecedeu a Copa de 2022, tendo disputado a Copa América de 2021 e jogos das Eliminatórias. No início de 2022, quando o técnico da seleção anunciou a lista para os confrontos com Equador, em Quito, e Paraguai, em Belo Horizonte, foi dito que o lateral teria perdido a chance de concorrer à vaga por não ter se vacinado contra a Covid-19 — uma declaração que gerou ampla repercussão na época.
Na mesma coletiva, o então coordenador da Seleção apresentou uma explicação distinta, afirmando que Lodi não teria o ciclo de vacinação completo, o que teria impedido sua entrada no Equador. Quatro anos e meio depois, o jogador retomou o episódio e passou a expor sua versão dos fatos.
— Naquela ocasião, o treinador da época falou coisas que não devia. Eu já tinha tomado, estava esperando o prazo de uma semana para tomar a segunda dose. Ele optou por falar tudo aquilo, mas isso é passado. As pessoas acabaram escutando o que ele falou, mas não sabiam da minha versão. Por isso, estou falando agora.
Lodi lembrou que, em 2021, havia viajado ao Brasil para enfrentar a Colômbia e posteriormente esteve com a seleção em San Juan, na Argentina. Naquele período, as regras de entrada no país não exigiam vacinação completa ou quarentena — bastava a apresentação de exame RT-PCR negativo —, segundo o relato incluído na reconstrução do episódio.
Retrospecto com a Seleção: números e convocações
Entre Eliminatórias, Copa América e amistosos, Lodi soma 19 jogos pela seleção brasileira, com um retrospecto de 13 vitórias, três empates e três derrotas, além de cinco assistências no período. O lateral voltou a ser chamado em setembro de 2021, após a lesão de Alex Sandro, para um amistoso, mas acabou fora da convocação final para a Copa do Qatar.
A última convocação registrada do defensor ocorreu em 2023, quando Fernando Diniz era o técnico. Em seguida, Lodi chegou a ser novamente relacionado, mas acabou cortado por uma lesão. Desde então, passaram-se três anos sem presença fixa na seleção, período no qual o jogador afirma ter amadurecido técnica e taticamente.
— Hoje sou uma pessoa mais preparada do que quando ia para a seleção. Claro, estava aprendendo muita coisa ainda. Não era um jogador tão maduro como sou hoje. Um dos meus objetivos ao vir para cá foi a seleção brasileira. Primeiro, fazer meu nome aqui, conquistar títulos aqui. A seleção vai ser consequência.
O que está em jogo e o contexto do novo ciclo
Além de apagar dúvidas sobre fatos do passado, o que está em jogo para Lodi é a reconquista de espaço em um momento de transição da seleção: Ancelotti prepara a primeira lista para um novo ciclo visando as próximas Copas, e a convocação do dia 9 de setembro pode representar o primeiro contato do lateral com o treinador no comando. O jogador enxerga a oportunidade como um passo importante rumo ao objetivo de disputar uma vaga para o Mundial de 2030.
No plano pessoal, Lodi destaca evolução no entendimento tático e na leitura de jogo como diferenciais que o credenciam a uma nova chance. No plano coletivo, ele relaciona o bom momento do seu clube como fator que potencializa convocações individuais:
— Não é que não estava preparado quando ia para a Seleção. Mas, hoje, sou mais maduro ao entender o lado técnico e tático do jogo, saber ler o jogo. Estou mais preparado. Aproveitarei da melhor maneira possível a oportunidade, se eu tiver.
Na mesma linha, o lateral menciona que o rendimento do coletivo no Atlético tende a refletir no destaque individual e, consequentemente, nas chances de corte do treinador. A convocação do dia 9 é encarada por Lodi como um termômetro sobre seu espaço no novo projeto técnico da seleção.
Próximos passos e desfecho
A convocação marcada para o dia 9 de setembro será o próximo passo concreto na trajetória imediata do jogador com a seleção. Lodi disse que pensa na chamada e afirmou que, se for convocado, fará jus à vaga em conjunto com o desempenho dos colegas do clube:
— Claro que penso (na convocação do dia 9). Quando o coletivo está bem, o individual vai aparecendo. Se vier a convocação, vai ser por todos eles (companheiros de Atlético).
De modo prático, o capítulo seguinte para Lodi será a divulgação da lista por Ancelotti e a repercussão das escolhas do treinador. Caso seja incluído, o lateral terá a oportunidade de iniciar interação direta com a nova comissão técnica e disputar minutos que podem validar sua ambição de integrar o ciclo que mira a Copa de 2030. Caso não seja convocado, o foco permanecerá no trabalho no clube para forçar nova chance em futuras convocações.
Enquanto a data da lista se aproxima, Lodi segue centralizando a narrativa em sua versão dos fatos passados, na evolução técnica e na busca por espaço em um cenário de renovação no comando da seleção.

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