Marquinhos errou em momentos decisivos pelo PSG e pelo Brasil, mas seu primeiro treinador saiu em defesa do zagueiro. Para ele, os tropeços fazem parte do crescimento do capitão canarinho.
No emocionante embate da final da Champions League entre PSG e Arsenal, o zagueiro Marquinhos viu um erro crítico ocorrer logo no início da partida. Um passe equivocado deixou a bola nas mãos de Trossard, que rapidamente assistiu Kai Havertz para abrir o placar em favor da equipe londrina. Em um amistoso subsequente contra o Egito, o agora capitão da seleção brasileira, cometeu outro deslize ao recuar uma bola no meio de campo, que ao invés de encontrar o goleiro Alisson, foi interceptada por Mostafa Zico, resultando em mais um gol adversário. “Um erro que poderia ter custado o resultado, mas seguimos firmes e conseguimos a vitória”, declarou o zagueiro de 32 anos em entrevista após o jogo.
A análise de Marquinhos não se restringe a uma simples autocrítica, mas reflete a mentalidade de um atleta que sempre buscou evoluir, mesmo nas adversidades. Zé Carlos, seu primeiro treinador no futsal, relembra esses momentos. “Quando ele cometia um erro, ficava motivado a melhorar”, afirmou Zé Carlos, que aos 60 anos, ainda se recorda dos primeiros passos de Marquinhos na quadra da Sociedade Amigos e Colaboradores do Imirim (o Saci). “Ele era um garoto concentrado, ciente das suas ações, mesmo em derrotas.” Após quatro anos de treino, Marquinhos ingressou no futsal do Corinthians aos 11 anos, em 2004.
Para Zé Carlos, o erro contra o Arsenal não foi um grande problema. “Ele não se abateu, continuou jogando como se nada tivesse acontecido”, explicou o treinador, ressaltando que Marquinhos é psicologicamente preparado para lidar com essas situações. Sobre a falha contra o Egito, Zé Carlos argumenta que, após conquistar a Champions, o zagueiro teve um tempo limitado para treinar. “Ele está acostumado a recuar a bola para o goleiro do PSG. Nosso volante não acompanhou a jogada. Não é um erro grave, faz parte da rotina do jogador. É nesses erros que ele cresce.”
Além das falhas, a postura afetuosa de Marquinhos também chamou atenção dos torcedores. O gesto de consolar o companheiro Gabriel Magalhães antes de celebrar o título foi amplamente compartilhado nas redes sociais. “Desde pequeno, o Marquinhos tinha muita afetividade com os colegas. Ele sempre tentava incentivar quando alguém errava”, destacou Zé Carlos. “Ele já passou por isso também, de erros, de perdas. Ele sabe muito bem o que o Magalhães estava sentindo naquele momento.”
O treinador acredita na experiência de Marquinhos para superar as recentes falhas e o nervosismo da estreia contra a forte seleção marroquina. “O Marquinhos sabe que errou no momento certo, onde podia errar”, apontou Zé Carlos, destacando que o jogo será desafiador tanto para o Brasil quanto para o adversário. “Eles também ficam preocupados, né? Enfrentar o Brasil não é fácil.”
Com toda essa trajetória de superação, Zé Carlos reafirma que a faixa de capitão da seleção brasileira está no braço certo. “A faixa dele começou aqui, com essa amarelinha. Todo mundo confia nele. É um jogador dedicado, focado em tudo o que faz. Ele tem o respeito de todos os jogadores.”
Na expectativa da estreia do Brasil na Copa, o treinador deseja que Marquinhos mantenha suas qualidades: dedicação, foco e objetividade. “Que você continue sendo essa pessoa maravilhosa. Conheço você desde pequeno e fico feliz por você ter alcançado seus objetivos. A nação brasileira pode ter certeza: você não decepcionará. Só falta isso: ser campeão mundial”, conclui Zé Carlos, com esperança e confiança no talento de seu ex-pupilo.
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