Foto: Globo — uso em caráter informativo.
O jovem campeão Kimi Antonelli visitou a Fazenda Dois Lagos, da família de Ayrton Senna em Tatuí (SP). A passagem pelo acervo e equipamentos do automobilismo reforçou a ligação com o ídolo.
Kimi Antonelli, o mais jovem campeão da história da Fórmula 1, teve como primeiro destino, após a confirmação do título, a Fazenda Dois Lagos, propriedade da família de Ayrton Senna em Tatuí (SP). A visita ao local que guarda memória e equipamentos ligados ao automobilismo reforça a ligação entre o novo campeão e o ídolo brasileiro.
Detalhes da visita e da propriedade
A propriedade está localizada em Tatuí, no interior paulista, a cerca de 150 quilômetros de São Paulo. São 80 alqueires — o equivalente a quase 2 milhões de metros quadrados ou a mais de 200 campos de futebol. A fazenda abriga um conjunto de instalações que vão além das plantações: há kartódromo, quadra de tênis, heliporto e outras estruturas voltadas ao lazer e ao automobilismo.
A pista privada foi inaugurada em 1991, ano em que Ayrton Senna conquistou seu terceiro título mundial, e já recebeu inúmeros pilotos ao longo dos anos. Na ocasião da inauguração, o evento reuniu também cerca de 120 jornalistas, segundo relatos da época. Um ano antes da inauguração da pista, Senna havia sido homenageado com o título de Cidadão Tatuiano e compareceu pessoalmente para receber a condecoração.
Durante a visita, Antonelli teve acesso à lendária Lotus 98T que foi associada à trajetória de Senna nas décadas passadas. O jovem piloto registrou o momento em suas redes sociais e posou ao lado do carro histórico, imagem que também foi registrada por membros da família do ex-piloto. A sobrinha do bicampeão, Lalalli Senna, também fez questão de eternizar o encontro em fotografias.
O que se sabe sobre Antonelli e o título
Antonelli tornou-se, com a confirmação do campeonato, o mais jovem campeão da Fórmula 1. O piloto italiano já está no Brasil para a programação relacionada ao GP de São Paulo, que será realizado neste fim de semana. Em paralelo às atividades de pista, o contato com figuras e locais que fazem parte da história do automobilismo brasileiro tem sido parte da agenda pessoal do campeão.
Em anúncios públicos feitos após a conquista, Antonelli declarou que não utilizará o #1 reservado aos campeões, optando por manter o #12 como homenagem ao seu ídolo. A decisão reafirma a ligação pessoal do piloto com a memória de Senna e explica parte das escolhas de agenda logo após a confirmação do título.
Contexto e antecedentes que enriquecem a história
A relação entre pilotos atuais e a memória de Ayrton Senna não é inédita. A Fazenda Dois Lagos já havia recebido outras personalidades do automobilismo; por exemplo, o heptacampeão mundial Lewis Hamilton esteve no local em 2022, pouco antes de disputar o GP do Brasil daquela temporada. Visitas desse tipo costumam ocorrer nos dias que antecedem corridas importantes no calendário, quando pilotos aproveitam para conhecer pontos históricos ligados ao esporte.
O encontro entre Antonelli e a família de Senna também segue um padrão de reverência e homenagem que muitos jovens pilotos demonstram ao longo dos anos: além de visitar propriedades e museus, há manifestações públicas e gestos simbólicos — como a manutenção de números de corrida ou a presença junto a carros históricos — que conectam gerações diferentes do automobilismo mundial.
Do ponto de vista esportivo imediato, a presença de Antonelli no Brasil coincide com a reta final da temporada e com etapas decisivas no calendário da Fórmula 1. A agenda do fim de semana terá foco na disputa do GP de São Paulo, com sessões de treinos, classificação e corrida que definirão posições na tabela e trazerão público e atenção da imprensa para as ruas e o autódromo envolvidos.
Fecho: o próximo passo da história
A visita à Fazenda Dois Lagos marcou o início de uma série de compromissos de Kimi Antonelli no Brasil. Depois do registro junto à Lotus 98T e do encontro com a família de Ayrton Senna, o próximo passo será a participação do piloto nas atividades do GP de São Paulo, com sessões programadas para o fim de semana. Além das provas, a sequência do calendário e as escolhas simbólicas de Antonelli — como a manutenção do número 12 — prometem manter o diálogo entre a nova geração de pilotos e a memória do automobilismo brasileiro.
A programação esportiva e os desdobramentos fora das pistas seguirão mostrando como a conquista do título e gestos de homenagem se traduzem em presença, imagens e narrativas que conectam o presente da Fórmula 1 a sua história.

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