Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
O Índice de Dificuldade da Tabela (IDT) do PLACAR coloca o Coritiba com o percurso mais exigente na reta final do Brasileirão. A projeção saiu após a derrota por 1 a 0 para o Internacional, que tirou o Colorado da zona de rebaixamento.
O Índice de Dificuldade da Tabela (IDT) elaborado por PLACAR coloca o Coritiba como o clube com a sequência mais complicada na reta final do Brasileirão. A projeção chega logo após a rodada em que o Internacional venceu por 1 a 0 o Coritiba, resultado que tirou o Colorado da zona de rebaixamento, pelo menos até o início dos jogos de Brasileirão nesta quarta-feira, 4.
Desenvolvimento e números
A vitória por 1 a 0 do Internacional sobre o Coritiba fez com que o Colorado chegasse a 38 pontos e ultrapassasse, provisoriamente, Corinthians e Grêmio na classificação. Ainda na rodada, o Mirassol venceu a Chapecoense por 2 a 1 e alcançou 40 pontos, resultado que aumentou a pressão sobre os clubes que ainda tentam escapar do Z4.
No momento, Corinthians, Grêmio e Internacional estão separados por apenas dois pontos. Vitória, Vasco, Botafogo, Mirassol e Coritiba também continuam envolvidos na disputa pela permanência. Com poucas partidas restantes, o IDT foi criado para estimar o grau de dificuldade de cada sequência até o fim do campeonato e oferecer uma visão comparativa sobre os adversários que cada time terá pela frente.
Segundo o índice, o Coritiba apresenta IDT de 1,77, a maior entre os nove clubes analisados, refletindo confrontos que incluem Santos e Bahia e, sobretudo, as duas últimas rodadas contra Flamengo e Palmeiras. O Botafogo aparece na sequência com IDT de 1,56, com compromissos diante de Atlético Mineiro, Corinthians, São Paulo, Bahia e Santos; o duelo com o São Paulo, fora de casa, e a visita ao Santos constam como os mais difíceis na projeção para o clube de General Severiano.
O Grêmio tem IDT de 1,52 e terá jogos como Flamengo e Santos fora de casa entre os maiores desafios. O Mirassol registra IDT de 1,49, com confrontos em casa contra Atlético Mineiro e Athletico Paranaense e partidas fora, por exemplo, contra Fluminense e Grêmio — a ida ao Maracanã é apontada como a mais difícil na projeção.
O Corinthians aparece com IDT de 1,46. A projeção menciona visitas a São Paulo e Atlético Mineiro, além de receber Botafogo e Grêmio antes de encerrar a campanha fora de casa diante do Remo, time virtualmente rebaixado segundo a análise. O Vitória tem IDT de 1,42, com confrontos que incluem receber Fluminense e Bragantino e visitar o Internacional, além de enfrentar Santos e Vasco.
O Vasco dispõe de IDT de 1,40, com a particularidade de ter seis jogos pela frente na projeção, incluindo a partida adiada contra a Chapecoense. Entre seus adversários estão Athletico Paranaense, Internacional, Bragantino e Atlético Mineiro fora de casa, além de Chapecoense e Vitória. O Internacional, por sua vez, figura com IDT de 1,35, a métrica mais baixa entre os que lutam diretamente contra o Z4, com jogos fora contra Vasco e Cruzeiro e partidas no Beira-Rio contra Vitória e Bragantino.
Ranking do IDT
- 1º Coritiba — 1,77
- 2º Botafogo — 1,56
- 3º Grêmio — 1,52
- 4º Mirassol — 1,49
- 5º Corinthians — 1,46
- 6º Vitória — 1,42
- 7º Vasco — 1,40
- 8º Internacional — 1,35
Quanto maior o IDT, maior a dificuldade estimada dos jogos restantes para cada equipe.
Contexto que amplia a leitura
O indicador chega em um momento em que a margem entre os clubes que miram escapar do rebaixamento é muito estreita. A diferença de dois pontos entre Corinthians, Grêmio e Internacional demonstra que qualquer resultado nas rodadas restantes pode alterar substancialmente a dinâmica da briga. Além disso, a vitória do Mirassol sobre a Chapecoense — por 2 a 1 — e a elevação para 40 pontos fazem com que o time do interior paulista passe a ter um papel decisivo na corrida, pressionando adversários diretos.
O IDT não prevê pontos finais nem determina probabilidades absolutas de queda ou permanência; ele mede a força média dos adversários que restam a cada clube. Por isso, resultados diretos entre concorrentes e o calendário de confrontos presenciais se tornam fatores centrais: jogos contra equipes virtualmente rebaixadas, visitas a estádios como o Maracanã ou partidas contra líderes que ainda buscam pontos para o título compõem um cenário diverso em dificuldade.
Ao considerar desempenho como mandante e visitante, rendimento nas últimas 10 rodadas e estimativas de gols esperados com base na distribuição de Poisson, o IDT transforma probabilidades de resultado em pontos esperados para os adversários de cada clube. Assim, um IDT de 1,77 significa que os adversários do Coritiba têm, em média, projeção de 1,77 ponto por partida nos confrontos restantes.
Para torcedores e equipes, isso quer dizer que duas frentes estarão sempre à prova: a capacidade de conquistar pontos diante de rivais com bom desempenho recente e a gestão das partidas consideradas mais árduas pela métrica — por exemplo, jogos fora de casa contra times do topo da tabela ou clássicos onde a pressão é naturalmente maior.
Fecho — o próximo passo da história
Com a reta final se aproximando, o IDT servirá como referência para acompanhar como as sequências projetadas se confirmam na prática. Clubes com índices mais altos, como Coritiba e Botafogo, terão de buscar resultados consistentes contra rivais de alto nível para escapar da zona de rebaixamento, enquanto equipes com IDT mais baixo, como o Internacional, ganharão fôlego se mantiverem rendimento e aproveitarem confrontos considerados menos exigentes pela projeção.
A luta pela permanência vai seguir definida por combinações de desempenho próprio, confrontos diretos e as cartas que cada treinador e elenco conseguirem jogar nas próximas rodadas. O índice poderá ser atualizado conforme resultados se acumularem e partidas adiadas forem remarcadas, oferecendo um termômetro para a dificuldade real — e para as oportunidades — que ainda restam a cada clube na disputa contra a queda.


Siga o Foco no Esporte e acompanhe jogos, resultados e notícias em tempo real.
