Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Em Seul, o Brasil voltou com três medalhas no Mundial de bocha — ouro, prata e bronze. O destaque foi o potiguar José Antônio Santos, 19, campeão da BC4 ao vencer Yuk Wing Leung por 6 a 1; já são 11 pódios brasileiros.
O Mundial de Bocha, realizado em Seul, na Coreia do Sul, terminou nesta quinta-feira (3) e o Brasil encerrou o torneio com três medalhas: um ouro, uma prata e um bronze. O resultado representou avanço em relação à edição anterior e ampliou o total de pódios brasileiros na história dos Campeonatos Mundiais de bocha para 11.
O destaque foi o jovem potiguar José Antônio Santos, de 19 anos, que conquistou o título na classe BC4. Na decisão da categoria, José Antônio venceu o atleta de Hong Kong Yuk Wing Leung por 6 a 1, garantindo o ouro para a delegação brasileira.
A prata veio com Mateus Carvalho, na classe BC3. Na partida decisiva, o mineiro foi superado pelo australiano Daniel Michel por 3 a 2, ficando com o segundo lugar da categoria. O bronze foi assegurado por Maciel Santos, do Ceará, na classe BC2: na disputa pelo terceiro lugar, Maciel derrotou o chinês Zhiqiang Yan por 10 a 0.
No último dia de competições, a dupla formada por Mateus Carvalho e Evani Calado, de Pernambuco, encerrou a participação brasileira nos pares BC3 na quarta colocação. A dupla alcançou a semifinal após vencer a Colômbia por 4 a 2, mas foi derrotada por Singapura por 5 a 0 e, na disputa pelo bronze, perdeu para o Japão por 4 a 1.
Detalhes das decisões e retrospecto individual
José Antônio, que tem Distrofia Muscular de Duchenne, iniciou a trajetória esportiva na natação e migrou para a bocha em 2022. Entre os resultados que embalaram sua campanha estão participações nas Paralimpíadas Escolares em 2022 e 2023. Em 2025, destacou-se como único brasileiro campeão individual no Mundial de jovens, disputado em Curitiba, e também conquistou ouro no Parapan de Jovens em Santiago. Ainda entre os adultos, tornou-se campeão da Copa América na Colômbia, em outubro.
O título do jovem potiguar na classe BC4 soma-se à história recente do Brasil na bocha, que já incluiu outros nomes de relevância, como a pernambucana Andreza Oliveira, campeã individual da classe BC1 na edição realizada no Rio de Janeiro, em 2022. Com os resultados de Seul, a delegação brasileira chegou a 11 pódios ao longo das edições dos Campeonatos Mundiais de bocha.
Em termos de desempenho por edição, a campanha de Pequim 2014 permanece como uma das mais produtivas em número de pódios, com quatro conquistas (três pratas e um bronze). A maior quantidade de ouros em uma única edição foi obtida ainda na primeira edição do evento, em 2010, realizada em Portugal, quando o país alcançou dois títulos.
Medalhas brasileiras no Mundial de Seul (03/09/2026)
- Ouro: José Antônio Santos (classe BC4) — vitória por 6 a 1 sobre Yuk Wing Leung (Hong Kong)
- Prata: Mateus Carvalho (classe BC3) — derrota por 3 a 2 para Daniel Michel (Austrália)
- Bronze: Maciel Santos (classe BC2) — vitória por 10 a 0 sobre Zhiqiang Yan (China)
Enfoque regional: Nordeste em evidência
A presença de atletas nordestinos foi marcante na campanha brasileira. O ouro de José Antônio reforça a tradição e o potencial da região, com raízes esportivas que passaram pela natação escolar e pela transição para modalidades adaptadas. Maciel Santos, do Ceará, também contribuiu diretamente para o quadro de medalhas ao assegurar o bronze na classe BC2. Evani Calado, de Pernambuco, integrou a dupla que ficou próxima do pódio nos pares BC3, alcançando a semifinal e disputando a medalha de bronze.
Esses resultados sublinham a importância de estruturas formativas regionais e de competições de base, como as Paralimpíadas Escolares e o circuito de jovens, que apareceram com frequência no percurso dos atletas citados. A trajetória de José Antônio — do início na natação até o ouro mundial na classe BC4 — exemplifica esse caminho de transição e crescimento dentro do esporte paralímpico.
O que representaram esses resultados
Além de somar ao total histórico de pódios, as medalhas conquistadas em Seul evidenciaram a competitividade do Brasil em diferentes classes da bocha: BC2, BC3 e BC4. A variedade de classes com resultado positivo demonstra profundidade no elenco e capacidade de rendimento em disputas individuais e por pares.
Para o público interessado na evolução do esporte paralímpico brasileiro, a performance em Seul amplia o repertório de campanhas de sucesso e aponta para uma base consistente de talentos jovens que vêm escalando resultados internacionais desde competições de base até torneios entre adultos.
Fecho e próximos passos
A delegação brasileira encerrou sua participação no Mundial de Bocha em Seul com três medalhas e o total de 11 pódios na história do evento. Os resultados consolidaram nomes em ascensão e confirmaram atletas com trajetória construída em competições de base e em torneios continentais.
O desfecho em Seul marca, para atletas e técnicos, o encerramento de mais uma etapa competitiva internacional e o início da avaliação e planejamento para as próximas temporadas. Torcedores, familiares e observadores do esporte paralímpico seguirão acompanhando o desenvolvimento dos medalhistas e dos demais competidores que representaram o país no Mundial.

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