Foto: Reuters — uso em caráter informativo.
O técnico Amir Ghalenoei reclamou de restrições nos treinos antes do duelo decisivo. A seleção iraniana só conseguiu realizar metade da preparação planejada para o confronto desta tarde.
Após um emocionante empate em 2 a 2 com a Nova Zelândia, a seleção do Irã se prepara para um desafio ainda maior nesta Copa do Mundo. O confronto contra a poderosa Bélgica está marcado para hoje, às 16h (de Brasília), em Los Angeles, e as condições de preparação da equipe iraniana são motivo de preocupação para o técnico Amir Ghalenoei.
Na coletiva de imprensa realizada na noite de sábado, Ghalenoei não hesitou em expressar sua insatisfação com as restrições enfrentadas pela seleção. Segundo ele, apenas metade do treino programado pôde ser realizado devido a limitações de tempo impostas pela organização do torneio.
“Não apresentamos uma reclamação formal à Fifa, apenas expusemos nossas queixas. Precisávamos de um intervalo de 24 horas, mas nos deram 16. Isso dificultou muito a nossa situação”, afirmou o treinador.
Ghalenoei destacou que, apesar das dificuldades, a equipe continua a lutar por seu país. Ele também fez um apelo à Fifa, ressaltando a importância de um tratamento justo para todas as seleções. “Espero que as pessoas percebam que o futebol é sobre a beleza, o que deve ser ético. A forma como se comportam conosco não foi boa”, acrescentou.
A pressão sobre a equipe aumenta, especialmente quando se observa que outros times, como a Bélgica, conseguiram uma preparação mais adequada. Ghalenoei lamentou o atraso na adaptação ao fuso horário e ao clima local, e ressaltou a falta de apoio de outros treinadores participantes do torneio.
“Perguntei aos outros 47 técnicos e nenhum deles me respondeu. Chegamos muito tarde e precisávamos de duas semanas para nos ajustar”, revelou o técnico, enfatizando que as dificuldades vão além do campo.
Enquanto isso, a seleção do Irã tenta se manter focada e preparada para o confronto decisivo. Ghalenoei agradeceu à nação iraniana pelo apoio e destacou que, apesar das adversidades, a equipe jogará com garra e determinação. “Mesmo se tivéssemos gasto bilhões de dólares, não poderíamos trazer justiça para nosso povo. Isso só mostra que somos um país opressivo”, lamentou.
O treinador também reconheceu os esforços da Fifa e do presidente Gianni Infantino, mesmo que as soluções ainda não tenham sido efetivas. “Espero que problemas similares não ocorram em futuras Copas do Mundo”, concluiu Ghalenoei, que segue confiante na capacidade de sua equipe de vencer os desafios impostos.

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