Foto: Reuters — uso em caráter informativo.
Na Copa do Mundo de 2026, Jude Bellingham voltou a ser o protagonista que a Inglaterra tanto precisava. O jogador, conhecido como “Belligol”, foi o autor de dois gols na emocionante vitória por 2 a 1 sobre a Noruega, garantindo a classificação da seleção para as semifinais do torneio. Com este resultado, Bellingham chegou a impressionantes seis gols na competição, relembrando os tempos de sua primeira temporada no Real Madrid, onde marcou 23 gols e deu 13 assistências em 42 jogos.
Mas o sucesso de Bellingham não é apenas mérito dele. A colaboração de Harry Kane tem sido fundamental para o ressurgimento do meia na seleção. O centroavante, com sua inteligência em campo, se movimenta para abrir espaços, permitindo que Bellingham infiltre na área adversária. Essa dinâmica remete a um plano elaborado por Carlo Ancelotti na temporada 2023/24, quando Bellingham chegou ao Real Madrid, e que se mostrou eficaz na conquista de títulos.
Conforme avalia o jornalista Fernando Sánchez Tavero, do diário espanhol “As”, a evolução de Bellingham foi notável desde sua chegada ao clube espanhol. “Ele se transformou em um jogador de chegada à área, aproveitando ao máximo os espaços criados por seus companheiros de equipe”, explicou Tavero, destacando que Ancelotti moldou o time ao redor dessa ideia.
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Durante a primeira parte de sua trajetória no Real Madrid, Bellingham se destacou como um finalizador, aproveitando as jogadas construídas por Rodrygo e Vinicius, que se movimentavam pelas laterais, liberando o corredor central para o inglês. Essa estratégia levou Bellingham a se tornar um candidato à Bola de Ouro, devido ao seu excelente desempenho.
No entanto, a chegada de Kylian Mbappé ao Real Madrid trouxe novas dinâmicas ao time. Com o francês como principal finalizador, Bellingham teve que redefinir seu papel, atuando mais como meio-campista e, por vezes, recuando na marcação. Esse ajuste fez com que ele perdesse alguns dos espaços que costumava ocupar na área.
Mas na seleção inglesa, a história é diferente. Kane, com seu entendimento de jogo, se desloca para abrir espaço e permite que Bellingham retome seu papel de finalizador. “Kane é, sem dúvida, o centroavante mais inteligente do mundo”, observou Tavero. Essa movimentação de Kane tem sido crucial para que Bellingham reapareça em zonas de finalização, resultando em quatro gols nos últimos dois jogos da Inglaterra.
Com a dupla Kane e Bellingham em alta, a Inglaterra sonha com o bicampeonato. A equipe, liderada por essas duas estrelas, promete fazer história na Copa do Mundo de 2026.

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