Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Grêmio e Internacional se enfrentam nesta quinta pelas quartas da Copa do Brasil com a classificação em jogo. As equipes chegam pressionadas por ataques ineficientes e poucos gols no Brasileiro.
Grêmio e Internacional se enfrentam nesta quinta-feira em um clássico que promete definição tática e pressão por gols: as duas equipes vão disputar a vaga nas semifinais da Copa do Brasil, mas chegam ao confronto com problemas claros no setor ofensivo.
Desenvolvimento
Entre os 20 clubes do Campeonato Brasileiro, Grêmio e Internacional aparecem com um dos piores aproveitamentos ofensivos: os gaúchos têm 24 gols marcados, desempenho que os coloca empatados com Chapecoense e Vasco como o segundo pior ataque do torneio, ficando à frente apenas do Vitória, que tem um gol a menos.
No desempenho como mandante, o Inter também apresenta fragilidade: o time marcou 14 gols em 13 jogos no Beira-Rio, número que o coloca como o segundo pior ataque da Série A atuando em casa, atrás apenas de Corinthians e Vasco, que têm 13 gols no mesmo comparativo.
O Grêmio, por sua vez, tem ainda mais dificuldade fora da Arena: são apenas seis gols em 12 partidas como visitante no Brasileirão, e a equipe ainda não obteve vitória longe do seu estádio na competição.
As limitações ofensivas têm reflexo direto nas escolhas dos treinadores. No Grêmio, o técnico surpreendeu ao escalar Martin Braithwaite como centroavante diante do Bragantino, deixando Carlos Vinícius no banco até os minutos finais. Apesar de um jejum de seis jogos sem marcar, Vinícius é o artilheiro do Grêmio na temporada com 18 gols e deve recuperar a vaga entre os titulares, embora o treinador tenha ressaltado que há disputa no setor ofensivo.
Do lado do Internacional, a expectativa gira em torno da estreia de Tonny Sanabria, apresentado na semana passada como reforço para o ataque. A tendência é de que o centroavante paraguaio comece a partida no banco de reservas e seja utilizado ao longo do clássico como alternativa para tentar destravar o sistema ofensivo do Colorado.
O problema de opções para o setor ofensivo do Inter ficou explícito no último sábado, quando o treinador terminou a partida contra o Atlético-MG com o zagueiro Juninho improvisado como centroavante, mesmo com o atacante Alerrandro à disposição no banco. A improvisação expôs a carência de peças específicas para a função dentro do elenco colorado.
Contexto e o que está em jogo
O confronto marca a partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil: o jogo será nesta quinta-feira, às 20h, no Beira-Rio. A partida de volta ocorrerá na outra quinta-feira, na Arena do Grêmio. Quem avançar do confronto entre gaúchos terá pela frente o vencedor da chave que reúne Cruzeiro e Atlético-MG — essa definição já está traçada — e ainda receberá R$ 9 milhões pela classificação à semifinal.
Além da premiação financeira, a vaga nas semifinais é fundamental para a projeção de cada clube na temporada. Para o Internacional, superar a ineficiência ofensiva dentro de casa é também um problema de construção de confiança diante da torcida, já que o rendimento no Beira-Rio vem sendo inferior ao esperado em confronto direto com as metas do clube. Para o Grêmio, a falta de sucesso como visitante amplia a necessidade de equilíbrio entre força defensiva e criatividade ofensiva, sobretudo em clássicos onde detalhes determinam a vaga em mata‑mata.
Do ponto de vista coletivo, os números mostram que ambas as equipes dependem de acertos pontuais: o Grêmio precisa recuperar a eficácia fora de casa e reencontrar a melhor versão de seu principal goleador para criar vantagem; o Inter, por sua vez, precisa que novas peças — como Sanabria — possam agregar ao repertório ofensivo sem comprometer a organização tática.
Peças como Pavón e Bernabei são citadas como importantes nas conexões ofensivas de Grêmio e Internacional, respectivamente, e deverão ter papel relevante na tentativa de furar defesas compactas em partidas de mata‑mata.
Retrospecto imediato e escolhas técnicas
Nos últimos compromissos antes do clássico, a escolha por Braithwaite como centroavante no Grêmio surpreendeu pela alteração de perfil ofensivo em relação a Carlos Vinícius, que acabou entrando apenas nos instantes finais da partida contra o Bragantino. A opção do técnico revelou que há diferentes propostas para atacar, mas também evidenciou a busca por soluções que possam desarticular defesas adversárias quando o jogo exigir maior presença de área.
No Internacional, a apresentação de Sanabria ocorre em meio a tentativas de encontrar um centroavante que consiga ser referência e também jogar em transições rápidas. A utilização prevista do paraguaio como opção de banco sinaliza uma leitura equilibrada: aposta na peça nova sem, ao mesmo tempo, desorganizar a estrutura inicial do time.
Em termos de pressão psicológica, o Gre-Nal de quinta-feira terá contornos decisivos: as equipes entrarão em campo cientes de que um resultado elástico pode facilitar a classificação para a etapa seguinte, enquanto um placar apertado ou sem gols deixará a definição para a partida de volta, na Arena.
Fecho — o próximo passo da história
O clássico desta quinta-feira será, portanto, um teste direto à capacidade de ambas as equipes de transformar oportunidades em gols. Depois da ida no Beira-Rio, a história seguirá para a Arena, quando se definirá quem avança e quem dá adeus à Copa do Brasil. O vencedor não só terá a chance de enfrentar Cruzeiro ou Atlético-MG nas semifinais como também assegurará a premiação de R$ 9 milhões, que passa a ter impacto relevante no planejamento esportivo e financeiro do clube.
Nas próximas semanas, serão observadas respostas técnicas e possíveis alterações no comando ofensivo de cada time: se Vinícius retomar a titularidade e reencontrar o caminho das redes, ou se Sanabria e outras soluções do Inter conseguirão equilibrar a balança a favor do ataque colorado. O primeiro capítulo dessa decisão será escrito nesta quinta-feira, às 20h, no Beira-Rio.

Siga o Foco no Esporte e acompanhe jogos, resultados e notícias em tempo real.
