Em um emocionante prognóstico sobre a Copa do Mundo de 2026, os economistas do Goldman Sachs Group Inc. revelaram suas previsões que têm agitado os apaixonados pelo futebol. Segundo o estudo, a Espanha é a grande favorita para conquistar o tão sonhado título, com impressionantes 26% de chances de levar a taça para casa. O relatório foi divulgado na última sexta-feira, 29 de maio, e destaca que a trajetória histórica da Copa tende a favorecer seleções europeias após conquistas de equipes sul-americanas.
O modelo estatístico utilizado pela equipe, liderada pelo renomado economista Jan Hatzius, combina uma série de dados históricos sobre partidas, rankings de seleções e potência ofensiva, utilizando o sistema de ratings Elo, originalmente desenvolvido para o xadrez. Com isso, a Espanha, que já foi campeã mundial em 2010, se posiciona à frente da Argentina e da França no ranking Elo, o que reforça ainda mais suas chances de sucesso no torneio.
O Goldman também aponta que a França possui 19% de probabilidade de se tornar tricampeã, enquanto a Argentina, atual campeã, tem 14% de chance de se tornar a primeira seleção a conquistar o título consecutivamente desde o Brasil em 1962. O Brasil, por sua vez, aparece com 8%, enquanto Inglaterra e Holanda estão em torno de 5% de probabilidade de alcançar a glória.
“Nosso prognóstico está alinhado com o padrão histórico de que a Copa do Mundo quase sempre volta para a Europa”, afirmaram os economistas em nota.
Para as semifinais, o modelo previu um embate totalmente europeu entre França e Espanha, enquanto o confronto sul-americano será entre Argentina e Brasil, prometendo emoções à flor da pele. A final, marcada para 19 de julho em Nova York, deverá ser um duelo entre Espanha e Argentina, segundo as projeções do Goldman.
A análise se baseia em dados de quase 20 mil partidas internacionais desde 1978, levando em conta fatores recentes e a mentalidade das seleções. Seleções com artilheiros destacados e campanhas fortes costumam superar as expectativas, enquanto campeões defensores frequentemente enfrentam dificuldades no torneio seguinte, o que poderia pesar contra a Argentina.
Além disso, o relatório menciona que a Inglaterra, apesar do forte rating Elo, foi rebaixada devido ao seu histórico de desempenhos abaixo do esperado em Copas, além de possíveis desvantagens geográficas como um confronto contra o México na altitude da Cidade do México.
Entre os confrontos que prometem agitar a competição, destaca-se um possível duelo entre EUA e Irã na fase de 32 avos, e um emocionante encontro nas quartas de final entre Argentina e Portugal, que poderia marcar o último capítulo das Copas entre os gigantes Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.
O Goldman Sachs ainda ressalta que seu modelo é “em grande medida cego” a fatores como a condição física dos jogadores, o que pode impactar o desempenho das seleções, como é o caso da jovem estrela espanhola Lamine Yamal, que se lesionou durante a preparação e deve perder o início da competição.


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