Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
Após críticas por proibir o idioma em coletivas, a entidade recuou cinco dias depois do início do torneio. O caso Hakimi expôs a polêmica ao mundo.
A Fifa, após enfrentar uma onda de críticas, decidiu reverter uma de suas normas em relação às entrevistas coletivas durante a Copa do Mundo. Nesta segunda-feira, 15, a entidade anunciou que o idioma espanhol foi oficialmente liberado para as entrevistas, apenas cinco dias após o início do torneio.
A polêmica começou quando o lateral-direito marroquino Achraf Hakimi, natural de Madrid e fluente em espanhol, foi questionado em sua língua nativa. A interrupção imediata por um agente da Fifa gerou descontentamento, especialmente entre os jornalistas presentes. O mesmo problema foi observado em uma coletiva com Vini Jr., jogador do Real Madrid, onde a comunicação em espanhol foi igualmente barrada.
“Para perguntarem, levante a sua mão, espere pelo microfone, diga o seu nome e veículo onde trabalha. As perguntas podem ser feitas em inglês, italiano, árabe e francês”, afirmou o agente antes das entrevistas oficiais entre Brasil e Marrocos.
A decisão inicial da Fifa se baseava em questões operacionais relacionadas ao sistema de tradução, que parecia restringir a comunicação em espanhol. Contudo, a pressão da mídia e a insatisfação dos torcedores impulsionaram a mudança de postura, permitindo que o idioma espanhol fosse utilizado nas entrevistas oficiais.
O técnico italiano Carlo Ancelotti, por sua vez, demonstrou habilidades impressionantes ao responder perguntas em cinco idiomas diferentes, reafirmando a importância da diversidade linguística no cenário esportivo. A flexibilidade da Fifa em relação ao uso do espanhol também se reflete na próxima coletiva da França e Senegal, marcada para esta terça-feira, onde o idioma já está liberado.
Essa mudança de atitude da Fifa evidencia a necessidade de adaptação às demandas do público e à realidade multicultural do torneio, reforçando a importância da comunicação eficaz entre jogadores, técnicos e jornalistas. A liberação do espanhol é um passo importante para garantir que todos os participantes possam se expressar livremente, refletindo o espírito inclusivo que deve prevalecer em uma Copa do Mundo.
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