Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Giovanni, ídolo do Santos, revive momentos da Copa de 1998 na França e projeta o futuro do Brasil nas copas. O ex-camisa 7 conta detalhes dos bastidores da Seleção naquela edição.
Giovanni, um dos maiores ídolos da história do Santos FC, compartilha sua expectativa para a próxima Copa do Mundo e relembra momentos marcantes de sua participação na edição de 1998, realizada na França. Convocado para defender a Seleção Brasileira na competição, o ex-jogador, que vestiu a camisa 7, começou a jornada como titular na estreia contra a Escócia.
O atleta, carinhosamente chamado de Messias pelos torcedores santistas, recorda que o técnico Luiz Felipe Scolari, conhecido como Zagallo, tinha uma preferência pelo meia Juninho Paulista. Contudo, uma lesão no tornozelo enfrentada por Juninho meses antes da Copa levou Zagallo a optar por Giovanni. O ex-jogador expressou suas emoções ao ser convocado: “A emoção é muito grande porque é um sonho, o ápice de todo atleta. Principalmente pra mim, que vim do Norte, era muito difícil. Foi uma alegria muito grande pra mim e por toda minha família.”
Na estreia, Giovanni atuou por apenas 45 minutos, sendo substituído no intervalo por Leonardo. Ele reflete sobre essa experiência: “Surpreendeu todo mundo. Ninguém esperava (anunciar o time titular). Na estreia foi bom ter iniciado o jogo, mas não fui bem. Não estava na posição que vinha jogando. No intervalo ele me tirou. É uma decepção grande, mas vida que segue.” Apesar da frustração, Giovanni demonstra gratidão por ter participado do Mundial: “Fico muito feliz de poder ter participado de uma Copa do Mundo. Isso vai ficar marcado. Nem tudo sai como a gente quer, mas acho que foi bom. Isso me deu, também, prestígio na Europa. Não tem do que reclamar.”
Sobre a Seleção Brasileira atual, o ex-jogador mantém a confiança de que o país pode conquistar o hexacampeonato. Ele destaca a qualidade da equipe e a importância de uma boa performance: “Acho que o Brasil tem uma excelente equipe. A gente espera que esses jogadores rendam. Sabemos que a Copa é um tiro curto. Às vezes, uma equipe que tem tantos jogadores bons, mas não encaixa. É como a gente sente na Copa do Brasil, às vezes um time que está na Série B elimina o de Série A.”
Giovanni, que atuou ao lado de Neymar na sua passagem pelo Santos, também tem esperança de que o craque possa brilhar novamente: “As seleções pequenas vão pra cima, arriscam, não tem nada a perder. As seleções que são favoritas têm que ganhar os jogos. A gente, como brasileiro, é muito fanático pelo futebol. Torcer. Tem o Neymar, também, que é nosso amigo. Torcer para que tudo corra bem e a gente traga esse hexa.”

Siga o Foco no Esporte e acompanhe jogos, resultados e notícias em tempo real.
