Foto: Globo — uso em caráter informativo.
A ciclista relatou fraturas em três regiões faciais e um episódio de convulsão após a queda em Xangai. Ela diz não lembrar parte do acidente, recebeu alta, mas segue com dores intensas e organiza retorno ao Brasil.
Duda Bordignon relatou ter sofrido fraturas em três partes do rosto e um episódio de convulsão após o acidente que a tirou da final feminina do BMX Freestyle Park, disputada em Xangai, na China. A ciclista brasileira detalhou a queda em publicações nas redes sociais, disse não se lembrar de parte do ocorrido e afirmou que, apesar de ter recebido alta hospitalar, ainda sente dores intensas enquanto organiza o retorno ao Brasil.
Desenvolvimento
O acidente aconteceu durante a final do BMX Freestyle Park, no domingo, quando Duda tentou executar uma manobra conhecida como flare. Segundo a ciclista, ela “passou do giro” e caiu com força no chão, ficando desacordada. O impacto atingiu principalmente um dos lados do rosto, que segue bastante inchado e com hematomas.
“Quebrei três partes do meu rosto. Estou com o olho bem inchado, bem roxo. Como algumas pessoas viram o vídeo, eu caí num flare, passei do giro e acabei caindo. Acontece, são ossos do ofício. Infelizmente, estamos sujeitos a isso nesse esporte, na nossa profissão.”
Além das lesões faciais, Duda relatou ter sofrido convulsão após a queda. Em sua postagem, ela afirmou não se recordar de boa parte do que aconteceu e depender dos relatos de quem estava com ela para compreender a gravidade do episódio. A atleta mencionou acreditar que o episódio de convulsão ocorreu na ambulância.
“Infelizmente, tive também um episódio de convulsão depois que caí. Acho que foi na ambulância, não lembro de muita coisa. Na verdade, deu um blackout na minha cabeça. Isso é um pouco do que o Gugu (Gustavo Balaloka), o Paulinho (Saçaki, treinador) e o pessoal que estavam comigo me relataram para me explicar o que aconteceu.”
Duda disse ter recebido atendimento médico e de fisioterapia em Xangai e informou que saiu do hospital recentemente. A ciclista confirmou que permaneceu na China para organizar o retorno ao Brasil enquanto segue com o tratamento e a recuperação.
“Estou cuidando bem. Recebi toda a assistência possível do pessoal da fisioterapia e da equipe médica. Saí ontem do hospital e estou na China ainda, deixando tudo certinho para poder retornar ao Brasil. Agora é cuidar, tratar e estar de volta o quanto antes.”
No aspecto competitivo, a brasileira terminou a final na nona posição. Ela havia avançado à decisão após terminar a fase classificatória na décima posição, com 52,20 pontos, mas a queda interrompeu a sequência de sua apresentação na final.
Duda valorizou o resultado obtido em Xangai, mesmo com o acidente e as lacunas de memória sobre parte da apresentação. A atleta ressaltou a importância de ter chegado à final e a gratidão pela oportunidade de competir em alto nível.
“Estou com bastante dor. Estou bem medicada, mas, mesmo assim, dói bastante. Não curti ter testado que o chão era duro. Mas acontece, a gente nunca deseja essas coisas. De qualquer maneira, estou feliz com o resultado. Tivemos um P9 aqui, que é bom demais.”
Contexto
Duda Bordignon é reconhecida no cenário do BMX freestyle: é medalhista sul-americana, pentacampeã brasileira e figura entre as primeiras colocadas no ranking mundial da modalidade. No material divulgado pela atleta consta que ela ocupa a sexta posição no ranking mundial, informação que ajuda a dimensionar o peso de sua presença em finais de Copa do Mundo.
- Medalha: medalhista sul-americana
- Títulos nacionais: pentacampeã brasileira
- Ranking mundial: sexta colocada
O BMX Freestyle Park é uma disciplina em que manobras aéreas de alto risco como o flare exigem técnica, controle e precisão. Passar do giro em um movimento desses pode resultar em quedas com impactos consideráveis, razão pela qual os atletas estão expostos a lesões que, em casos graves, demandam atenção médica imediata e repouso para recuperação.
A presença de uma equipe técnica e de apoio nas competições internacionais é decisiva em situações como essa. Duda reconheceu o trabalho da equipe de fisioterapia e dos profissionais de saúde que a atenderam após a queda, o que permitiu que ela recebesse alta hospitalar e planeje o retorno ao Brasil com acompanhamento.
Fecho
Embora ainda sinta dores e apresente inchaço e hematomas, Duda enfatizou a gratidão pela oportunidade de competir e a intenção de retornar às pistas. A recuperação terá prioridade enquanto ela define detalhes do retorno ao país e do tratamento a ser seguido nos próximos dias.
“Estou feliz demais por ter feito mais uma final, por mais que eu só lembre de metade dela. Sou muito agradecida a Deus pela oportunidade de fazer o que eu mais amo. Por mais que o BMX me traga essas coisas, eu amo andar de bike, amo BMX. Vou voltar mais forte, vou voltar melhor ainda. Bora para a próxima.”
O próximo passo da história será a volta de Duda ao Brasil para dar sequência à recuperação e ao tratamento. A atenção médica e o tempo de reabilitação vão definir quando ela poderá retomar treinos e competir novamente; até lá, a prioridade permanece no acompanhamento clínico e na fisioterapia.

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