Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
A seleção espanhola celebra Euro 2024 e Mundial 2026 sob seu comando. O técnico avalia a evolução do time e os obstáculos após o vice na Liga das Nações.
A seleção da Espanha celebra com entusiasmo o recente título conquistado na Copa do Mundo, e a cada dia, o trabalho do técnico Luis de la Fuente ganha mais reconhecimento no cenário internacional. O ciclo vitorioso de La Roja se consolidou com as conquistas da Eurocopa 2024 e do Mundial 2026, além do vice-campeonato na Liga das Nações 2024/25, evidenciando o domínio e conhecimento que o treinador possui sobre a equipe.
Ainda desfrutando dos frutos do bicampeonato mundial, De la Fuente foi entrevistado e abordou diversos temas sobre a evolução da seleção espanhola e os desafios enfrentados em suas conquistas. O técnico fez uma reflexão sobre as diferenças entre ganhar a Eurocopa e a Copa do Mundo, ressaltando que cada torneio apresenta suas particularidades e que as exigências variam de acordo com o contexto.
“São torneios completamente diferentes. Estamos muito familiarizados com o futebol europeu e o internalizamos. É mais parecido. A Copa do Mundo exige uma adaptação diferente, jogando contra seleções africanas e sul-americanas. Por exemplo, sabíamos como seriam os jogos contra o Uruguai e a final contra a Argentina. É assim que funciona o futebol sul-americano. Nosso principal objetivo era jogar o nosso jogo. Ninguém se desviou do plano de jogo nem caiu na armadilha do adversário”, afirmou.
De la Fuente também não deixou de comparar as duas seleções espanholas que conquistaram a Copa do Mundo, destacando a solidez defensiva e a posse de bola como características que permanecem desde a vitória em 2010. Ele explicou que, apesar das semelhanças, o futebol evoluiu significativamente ao longo dos anos e que o modelo de jogo precisa se adaptar às novas realidades do esporte.
“O futebol mudou muito nesses 16 anos. Temos o mesmo modelo, mas sabemos que ele evoluiu. Não sou muito fã de expressões como o tiki-taka. Entendo por que são usadas, mas não gosto. Acho que um futebol baseado na posse de bola soa melhor. Tiki-taka às vezes parece ter uma conotação pejorativa. Mas, dito isso, é algo profundamente enraizado no futebol espanhol”, comentou.
O treinador destacou que durante a Copa do Mundo, a seleção espanhola teve uma defesa extremamente sólida, permitindo apenas dez finalizações ao gol em todo o torneio, o que demonstra uma consistência defensiva rara. Esta abordagem tática se diferencia das estratégias de outras seleções que optaram por se retrair totalmente em jogos decisivos, como foi o caso de Inglaterra e Egito, que enfrentaram dificuldades contra a Argentina, que contava com Lionel Messi em seu auge.
A importância da posse de bola para o estilo de jogo da Espanha foi reiterada por De la Fuente, que enfatizou como essa característica é fundamental para a criação de oportunidades de gol e para manter a equipe coesa em campo. Ao contrário de outras seleções que buscam se defender em blocos baixos, a escolha da Espanha foi por um jogo mais paciente e controlado, que resultou em uma defesa quase impenetrável ao longo do torneio.
Em um momento em que o futebol europeu passa por transformações e novas tendências surgem, a Espanha se destaca por manter uma identidade forte, baseada em sua rica tradição futebolística. O próximo compromisso da seleção espanhola será um amistoso preparatório, onde De la Fuente poderá testar novas táticas e jogadores, visando manter o alto nível de desempenho que levou a equipe a conquistar os títulos recentes.
Enquanto isso, o técnico continua a trabalhar para garantir que a seleção permaneça competitiva nas próximas competições internacionais, com a expectativa de que a equipe possa repetir ou até mesmo superar seus sucessos recentes.
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