A Copa do Mundo de 2026 está prestes a começar, com a estreia programada para o dia 11 de junho, onde México e África do Sul darão o pontapé inicial em um torneio que promete ser inesquecível. Contudo, além da expectativa em relação aos jogos, um aspecto crucial que merece destaque são as regras da FIFA sobre os uniformes das seleções, que envolvem uma regulamentação rigorosa sobre cores, combinações e numeração.
De acordo com as diretrizes da FIFA, cada seleção deve apresentar, no mínimo, dois uniformes que sejam contrastantes entre si — um predominantemente escuro e outro claro. Para os goleiros, a exigência é ainda maior, com a necessidade de três cores contrastantes que devem ser aprovadas antes da produção. Um exemplo é a seleção brasileira, que vestirá seu icônico uniforme amarelo com detalhes verdes, calção azul e meias brancas, enquanto o uniforme reserva combina azul e preto, assinado pela marca Jordan. Para evitar qualquer confusão, a CBF também disponibilizou um calção branco como opção.
Outro ponto importante é o procedimento para a escolha dos uniformes em cada partida. A FIFA comunica às seleções, cerca de um mês antes do início da Copa, quais cores deverão ser usadas em cada confronto da fase de grupos. A preferência é que as equipes utilizem seus uniformes principais, mas caso haja conflito de cores entre as seleções e os árbitros, existe uma ordem de prioridade a ser seguida. O mandante da partida tem preferência por seu conjunto principal, enquanto o visitante deve optar pelo uniforme reserva ou modificar suas combinações para garantir que haja contraste.
A ordem de prioridade da FIFA é: Uniforme de jogo da Seleção A, Uniforme de jogo da Seleção B, Uniforme de goleiro da Seleção A, Uniforme de goleiro da Seleção B e, por último, o uniforme dos árbitros.
Se as diretrizes não resultarem em uma solução clara, pode ser necessário misturar os uniformes titulares e reservas para garantir que as equipes consigam se distinguir em campo. A FIFA se encarrega de fiscalizar essa situação antes de cada partida, e qualquer seleção que deseje alterar seu uniforme precisará da aprovação prévia da entidade.
Essa preocupação com uniformes contrastantes é motivada por um desejo de incluir todos os torcedores, especialmente aqueles que sofrem de daltonismo, uma condição que afeta a percepção de cores. Um estudo elaborado por várias organizações esportivas destaca a importância de se evitar combinações de cores que possam ser confusas, como vermelho e verde ou azul e roxo, garantindo uma experiência visual acessível a todos.
Quanto à numeração dos uniformes, a FIFA permite que os jogadores usem números de 1 a 26, que devem estar visíveis na região do peito, na parte frontal do calção e nas costas, acompanhados do nome do atleta. O número 1 é reservado exclusivamente para um dos goleiros convocados.
Com a proximidade do torneio, as seleções se preparam intensamente para mostrar não apenas seu talento em campo, mas também a beleza e a singularidade de seus uniformes, que são uma extensão da identidade nacional e da paixão pelo futebol.
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