O clima de expectativa para a Copa do Mundo de 2026 se intensifica, mas, junto com a empolgação dos colecionadores, surge uma preocupação alarmante: o aumento das figurinhas falsificadas no mercado paralelo brasileiro. O fenômeno tem chamado a atenção das autoridades, que estão em alerta máximo para combater essa prática ilegal que prejudica os fãs do futebol.
Na última terça-feira, 22 de maio, uma operação da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) no Rio de Janeiro resultou em uma impressionante apreensão de 200 mil figurinhas falsificadas. O material foi encontrado dentro de um ônibus em Nova Iguaçu, destinado à capital carioca e à Região Metropolitana. Essa apreensão é um indicativo claro do crescimento alarmante do comércio ilegal de figurinhas, que já contabiliza quase 300 mil produtos falsos apreendidos somente em 2026.
Mas as operações não pararam por aí! Apenas seis dias depois, em 28 de maio, a Polícia Civil de São Paulo também atuou, apreendendo 85 mil álbuns e figurinhas sem procedência legal. Além disso, a ação resultou na captura de cinco pessoas em flagrante, revelando a seriedade da questão. O mercado ilegal está, sem dúvida, em expansão, e os colecionadores estão cada vez mais vulneráveis a fraudes.
Para ajudar os fãs a se protegerem, especialistas recomendam algumas dicas para identificar figurinhas falsificadas. Primeiro, observe o preço: a editora Panini definiu o custo dos envelopes em R$ 7. Ofertas muito abaixo desse valor podem ser um sinal de produtos falsificados. Em segundo lugar, a embalagem: o pacotinho oficial é feito de um plástico metalizado fino, enquanto as falsificações costumam utilizar um papel mais grosso e poroso. Por último, a qualidade do cromo: as figurinhas originais têm impressão de alta tecnologia, com cores vibrantes e papel brilhante, ao passo que as falsas apresentam tonalidades escuras e opacas.
Infelizmente, relatos de consumidores lesados têm se multiplicado. O caso de Fernando Bruno, 47 anos, é um exemplo típico. Ele comprou dois pacotinhos por R$ 5 cada no metrô de São Paulo, totalizando R$ 10, mas ao abrir os pacotes, notou a má impressão e as cores diferentes, levando ao descarte. Outro relato impactante é o de Gabriel Alves, de 25 anos, que teve um prejuízo de R$ 199,77 ao adquirir 12 pacotes falsos na plataforma TikTok Shop. As embalagens e os cromos eram visivelmente diferentes dos originais, e embora tenha conseguido o reembolso, a frustração foi imensa.
Para evitar cair em armadilhas, as autoridades recomendam que os consumidores priorizem compras em lojas confiáveis, como bancas de jornal, o site oficial da editora Panini ou grandes redes de supermercados. A edição de 2026 do álbum da Copa do Mundo é a maior da história, com 980 figurinhas e 112 páginas, e o custo para completá-la pode ultrapassar R$ 1 mil. Os fãs devem estar atentos e proteger suas coleções!
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