Foto: Getty Images — uso em caráter informativo.
A Argentina, atual campeã do mundo, está prestes a enfrentar a Inglaterra em um duelo que promete ser eletrizante. A seleção albiceleste, que chegou até a semifinal, teve um percurso que levantou questões sobre a força de seus adversários e algumas decisões polêmicas ao longo do torneio.
Entre as quatro seleções semifinalistas, a Argentina é a que se deparou com os oponentes de pior classificação no ranking da FIFA. Com uma média de 38,3 nas posições dos rivais, a trajetória argentina foi marcada mais pela sorte e pela ineficiência dos adversários do que por uma série de grandes desafios. O mais bem posicionado que a Argentina enfrentou foi a Suíça, ocupando a 19ª colocação, enquanto que o time que ficou em pior situação foi Cabo Verde, que estava em 67º lugar.
O primeiro jogo da fase de grupos trouxe um desafio contra a Argélia (28ª), seguido por Áustria (24ª) e Jordânia (63ª). Após eliminar Cabo Verde, enfrentou o Egito (29ª) e, finalmente, a Suíça nas quartas de final. Em contraste, a Inglaterra, adversária na semifinal, teve um ranking médio de 34,8, enquanto que França e Espanha lidaram com rivais mais bem posicionados, com médias de 31,5 e 30,3, respectivamente.
“Minha surpresa é a forma como a Argentina chegou”, declarou Mansur, refletindo sobre o desempenho da seleção até aqui.
Entretanto, a jornada argentina não foi isenta de polêmicas. Desde sua estreia, a equipe enfrentou críticas sobre decisões de arbitragem que favoreciam sua campanha. No jogo inaugural, Lionel Messi teve uma falta controversa que poderia ter resultado em sua expulsão, mas que não foi marcada, permitindo que ele marcasse três gols na partida.
Na oitavas, o confronto contra o Egito se tornou um verdadeiro épico, com uma virada nos instantes finais, mas também envolveu uma intervenção do VAR. O gol que teria dado a vitória ao Egito foi anulado por falta, gerando descontentamento entre os jogadores africanos, que se sentiram prejudicados por um possível erro de arbitragem. O técnico do Egito, Hossam Hassan, expressou sua indignação, insinuando que o árbitro poderia ter um “placar em mente”.
“Eu estava dizendo que talvez ele tivesse algo a esconder”, disse Hassan, referindo-se à atuação do árbitro.
As controvérsias continuaram no embate contra a Suíça, onde uma falta de Paredes foi marcada, mas o VAR reverteu a decisão, resultando na expulsão de Embolo por simulação. Essas situações deixaram claro que, apesar de não ter enfrentado rivais das mais altas posições, a Argentina teve que lutar contra os desafios impostos por decisões de arbitragem. Agora, o time se prepara para o grande duelo contra a Inglaterra, marcado para quarta-feira, às 16h (horário de Brasília), no estádio de Atlanta, onde o mundo acompanhará mais um capítulo dessa saga.

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