Grandes nomes do futebol mundial deixam clubes europeus para comandar seleções. A Copa de 2026 aquece a disputa e promete palco inédito para treinadores consagrados.
No mundo do futebol, a troca entre o comando de clubes e seleções está se tornando uma tendência crescente, especialmente com a aproximação da Copa do Mundo de 2026. Este evento promete ser um marco, reunindo grandes nomes do esporte que, até então, estavam acostumados ao ritmo frenético das competições europeias. Agora, eles se lançam em uma nova aventura, onde os desafios são diferentes e a pressão é ainda maior.
Entre os técnicos mais aguardados está Carlo Ancelotti, um verdadeiro ícone do futebol, que assume a seleção brasileira com uma bagagem impressionante de cinco títulos da Liga dos Campeões da UEFA. Ancelotti, que se destacou em clubes como Milan e Real Madrid, busca agora levar a seleção pentacampeã a novas glórias. Em novembro de 2025, ele comentou sobre sua adaptação ao novo estilo de trabalho, que é marcado por períodos curtos de treino e uma dinâmica menos intensa do que a vivida em clubes.
“Trabalhava todos os dias. Quando cheguei foi para preparar os dois jogos de classificação para a Copa do Mundo e depois tive um pouco de dúvida. Não estou acostumado a trabalhar de vez em quando. É um trabalho diferente e de observação, o que tem sido muito bom”, disse Ancelotti.
Outro técnico de renome é Thomas Tuchel, que, após uma carreira de sucesso em clubes, assumiu o comando da seleção da Inglaterra em 2024. Ele também tem enfrentado o desafio de organizar uma equipe com menos treinamentos, mas com muitas responsabilidades. Em março, Tuchel destacou a quantidade de trabalho necessária fora dos gramados.
“Eu assisti a muitos jogos, viajei muito, há muita coisa a organizar para a Copa do Mundo: escolher os campos de treino, o CT, ter a logística organizada. Muitas coisas precisam ser discutidas e decididas”, afirmou o treinador.
Outros renomados técnicos estão se aventurando neste novo ciclo. Julian Nagelsmann, de apenas 38 anos, assumiu a seleção alemã com a missão de restaurar o prestígio da equipe após duas eliminações em Copas do Mundo. Já a seleção dos Estados Unidos trouxe o argentino Mauricio Pochettino, enquanto o Equador contratou Sebastian Becaccece.
Essa movimentação revela uma mudança significativa na forma como as seleções estão buscando se preparar para a competição. A tradição de escolher técnicos vitoriosos para seleções se fortalece, com exemplos como Joachim Löw e Didier Deschamps, que construíram carreiras respeitáveis em seleções após passagens bem-sucedidas por clubes.
Com a Copa do Mundo se aproximando, a expectativa em torno desses treinadores que estão deixando suas marcas em clubes para abraçar o desafio de seleções está crescendo. O que se verá em campo em 2026 poderá mudar o curso de suas carreiras e a história do futebol mundial.

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