Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
A seleção sul-coreana boicota jornalistas locais em meio à Copa do Mundo. A crise, gerada por tratamento inadequado ao capitão Son Heung-min, é apontada como a maior ruptura entre jogadores e mídia da história do país.
A vitória emocionante por 2 a 1 sobre a Tchéquia na rodada de abertura do Grupo A da Copa do Mundo coloca a Coreia do Sul em uma posição privilegiada para garantir a classificação ao mata-mata. No entanto, fora dos gramados, a seleção sul-coreana está em meio a um boicote à imprensa local, gerado por um tratamento considerado inadequado ao capitão Son Heung-min.
O site “Football Asian” descreve a crise como a “maior ruptura entre jogadores e jornalistas na história moderna da seleção”, com a Associação de Futebol da Coreia (KFA) emitindo uma “reprimenda extraordinária”. A situação culminou na renúncia do chefe de imprensa, que assumiu a responsabilidade pela polêmica.
A controvérsia se iniciou antes do pontapé inicial na América do Norte. Durante a concentração dos Tigres Asiáticos em Guadalajara, jornalistas que cobriam o treino aberto notaram Son correndo ligeiramente afastado do grupo principal, o que gerou críticas. Um microfone aberto captou comentários depreciativos de alguns membros da imprensa sul-coreana, que questionaram a dispensa do atacante do serviço militar obrigatório. Um repórter chegou a afirmar: “Ele (Son Heung-min) nem sequer cumpriu o serviço militar obrigatório”.
É importante destacar que o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul tem uma duração padrão de 21 meses e deve ser cumprido por todos os homens antes dos 28 anos. Contudo, jogadores de futebol têm a possibilidade de se isentar do alistamento através de uma “honraria especial”, que é concedida a quem conquista títulos importantes, como os Jogos Asiáticos ou se classifica entre os três primeiros em Copa do Mundo ou Olimpíadas.
Son Heung-min recebeu essa honraria especial após a seleção sul-coreana conquistar o título dos Jogos Asiáticos em 2018. Na época, ele teve que cumprir um treinamento básico de três a cinco semanas no Corpo de Fuzileiros Navais. Em 2020, devido à pandemia, ele cumpriu sua obrigação militar no tempo mínimo.
O tratamento da imprensa gerou uma forte reação dos torcedores e do elenco, que se uniu para apoiar Son. Após a vitória sobre a Tchéquia, o capitão, que costuma ser solícito com a mídia, se recusou educadamente a falar com os repórteres. O clima de tensão se intensificou quando a KFA divulgou uma nota lamentando a “linguagem inadequada e desrespeitosa” utilizada por alguns jornalistas.
Com o apoio dos jogadores, a seleção sul-coreana se prepara para enfrentar o México na próxima quinta-feira (18), às 22h (horário de Brasília). O futuro da equipe na competição pode estar atrelado à superação desta crise, que evidenciou a fragilidade das relações entre os atletas e a imprensa. A situação atual é um lembrete do impacto que a cobertura midiática pode ter no ambiente esportivo.
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F06%2Fson-coreia-do-sul-tchequia-scaled.jpg)
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F06%2Fson-jogos-asiaticos-scaled.jpg)
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F06%2Fson-heung-min-servico-militar-obrigatorio.jpg)
Siga o Foco no Esporte e acompanhe jogos, resultados e notícias em tempo real.
