Foto: Divulgação / Internet
A seleção americana enfrenta o Paraguai nesta sexta (12), às 22h, em Los Angeles. Com novo comando técnico e talentos em ascensão, os EUA buscam apagar a decepção da Copa América 2024.
Após 32 anos, os Estados Unidos estão prontos para sediar novamente uma Copa do Mundo, e a expectativa é alta para o primeiro jogo, marcado para a sexta-feira (12), às 22h (horário de Brasília), contra o Paraguai, em Los Angeles. Este evento histórico representa uma oportunidade para o país demonstrar que realmente abraçou o futebol, algo que começou a se consolidar com a criação da Major League Soccer (MLS) em 1996.
O desempenho da seleção norte-americana nas últimas competições tem gerado questionamentos, especialmente após a campanha decepcionante na Copa América de 2024, que levou à demissão de Gregg Berhalter. Em busca de um novo rumo, a federação contratou o renomado técnico Mauricio Pochettino. A expectativa é que ele traga uma nova abordagem e ajude a seleção a se destacar entre as equipes tradicionais do futebol mundial.
Embora Pochettino tenha enfrentado desafios em sua passagem até agora, algumas vitórias recentes mostraram que o time está em evolução. Nos amistosos pré-Copa, o treinador reverteu algumas de suas experimentações e optou por uma formação que já havia trazido sucesso: a defesa com três zagueiros, que foi utilizada na goleada de 5 a 1 sobre o Uruguai. Esse ajuste tático trouxe resultados positivos nas partidas contra Senegal e Alemanha, o que aumenta as esperanças para o Mundial.
A ascensão de jogadores como Alex Freeman, que se destacou no Villarreal, é um ponto crucial para a seleção. Freeman, jogando como zagueiro pela direita, traz conforto com a bola nos pés e versatilidade, permitindo que os Estados Unidos explorem suas melhores características nas laterais. Sergiño Dest e Antonee Robinson, que atuam nas alas, possuem habilidades complementares que podem ser decisivas na competição.
Outro aspecto importante é a mudança na liderança da equipe. Christian Pulisic, considerado o melhor jogador do país, teve um desempenho abaixo do esperado em competições anteriores, em parte devido à pressão de ser o capitão. Para o Mundial, Tim Ream, aos 38 anos, assumirá a braçadeira, o que pode permitir que Pulisic jogue com mais liberdade e diminua a pressão sobre ele.
Além disso, os Estados Unidos contam com um elenco mais profundo e talentoso do que em edições passadas. Jogadores como Joe Scally e Max Arfstein se destacaram em suas ligas, enquanto Sebastian Berhalter, filho do ex-técnico, teve uma temporada impressionante no Vancouver Whitecaps. O ataque também apresenta opções promissoras, com Folarin Balogun, Ricardo Pepi e Haji Wright, cada um trazendo suas qualidades específicas ao jogo.
O formato da Copa do Mundo pode oferecer um caminho favorável para os EUA. Se conseguirem a segunda posição no grupo, o que é viável diante da competitividade com Turquia e Paraguai, eles poderão enfrentar uma equipe que pode permitir um avanço nas fases eliminatórias. O adversário da próxima fase pode ser uma seleção como Bélgica ou Egito, o que não é uma missão impossível para os anfitriões.
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