Foto: Divulgação / Internet
Um dos menores países do mundo em território, a Suíça virou presença certa na Copa do Mundo. A geração que transformou o futebol suíço se prepara para sua despedida em 2026.
A Suíça se firmou como uma presença constante na Copa do Mundo deste século, sendo uma das seis seleções europeias a disputar todos os Mundiais desde 2006, ao lado de gigantes como Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Portugal. O sucesso da equipe se deve, em grande parte, à chamada ‘geração de ouro’ do pequeno país alpino, que elevou o patamar do futebol suíço e deixou sua marca na história do esporte.
Com apenas 41.285 km², a Suíça ocupa a 144ª posição em termos de extensão territorial no mundo. Em 1954, o país sediou sua primeira e única Copa do Mundo, mas até se tornar uma presença fixa nas competições da UEFA, passou por um longo hiato. De 1970 a 2002, a seleção esteve presente em apenas uma edição do torneio, em 1994. Antes disso, participou de cinco Copas do Mundo durante a ‘Era Jules Rimet’, em 1934, 1938, 1950, 1962 e 1966.
Neste século, a Suíça superou até seleções tradicionais como os Países Baixos e a Itália, que ficaram fora do torneio em algumas ocasiões desde 2006; os italianos, por exemplo, não se classificam desde 2014. Contudo, os suíços ainda buscam um desempenho sólido, pois não conseguiram avançar além das oitavas de final nas últimas edições. Em 2026, a Suíça terá a seu favor um grupo equilibrado na competição, onde lidera o ranking da FIFA em comparação com as demais seleções do Grupo B, que inclui Canadá, Bósnia e Herzegovina e Catar.
A Copa de 2026 representa a última chance para que essa geração de jogadores iguale os feitos das seleções de 1934, 1938 e 1954, que chegaram às quartas de final. O principal nome da seleção de 2026 é Granit Xhaka, que se destacou como o líder da equipe desde 2014 e pode estar prestes a disputar seu último Mundial. Nascido em Basileia, Xhaka tem raízes albanesas e começou sua trajetória nas categorias de base do Basel, um dos clubes mais importantes da Suíça, em 2002.
Junto com seu irmão, Taulant Xhaka, Granit ajudou a elevar o clube no cenário nacional e europeu, o que, por sua vez, beneficiou a seleção nacional. Além de Xhaka, Xherdan Shaqiri e Breel Embolo também emergiram das categorias de base do Basel, participando das Copas do Mundo pela Suíça. Essa formação de talentos se deve ao trabalho de Facundo Alvanezzi, ex-jogador argentino que atuou nas categorias de base do Basel entre 2008 e 2017.
“Vislumbrava que eles poderiam chegar ao nível de elite. Jogar na primeira divisão, disputar competições europeias, atuar nas melhores ligas da Europa e defender a seleção da Suíça. Mas, claro, ninguém pode garantir que, de um determinado grupo de atletas, todos chegarão a uma Copa do Mundo”, afirmou Alvanezzi.
Além de Xhaka, Shaqiri e Embolo, Alvanezzi também acompanhou de perto jogadores como Cedric Itten, Noah Okafor e Neftali Manzambi, que farão parte do elenco suíço na Copa do Mundo deste ano. Embora não tenha sido responsável por “contratá-los”, ele se dedicou ao seu desenvolvimento, algo que ele considera fundamental.
“É uma satisfação enorme sob todos os pontos de vista. Mantenho laços afetivos muito fortes com eles; eles costumam me ligar em datas festivas, aniversários e comemorações”, revelou Alvanezzi.
Desde que deixou o Basel, Alvanezzi teve passagens pelo Sevilla e se dedicou a cursos voltados para a formação de atletas, que se tornou seu principal objetivo na vida após encerrar a carreira como jogador. Com uma escolinha em Mar del Plata, ele busca inspirar novas gerações no futebol argentino. O futuro da Suíça na Copa do Mundo de 2026 promete ser empolgante, com uma equipe que carrega a esperança de um país e a expectativa de um desempenho que pode reescrever a história do futebol suíço.
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