Desde a introdução do VAR no futebol, um cenário tem deixado os torcedores em polvorosa: o famoso impedimento atrasado. Aquela situação em que todos acreditam que o jogador está em posição irregular, mas o bandeirinha hesita em apitar, permitindo que a jogada siga. Essa expectativa pode mudar radicalmente na Copa do Mundo de 2026, com a aplicação de uma tecnologia semiautomática que promete minimizar esses momentos frustrantes.
Com a nova tecnologia, os assistentes de arbitragem receberão um aviso sonoro sempre que um jogador estiver impedido por 10 centímetros ou mais, uma mudança significativa em relação às versões anteriores que só alertavam para lances com 50 cm ou mais. Essa inovação permitirá que os auxiliares tomem decisões mais rápidas e precisas, contribuindo para um jogo mais fluido e justo.
“A decisão final ainda pertence ao profissional em campo. Se o bandeirinha acreditar que a tecnologia o notificou incorretamente, ele pode optar por deixar a jogada seguir”, afirmam representantes da FIFA.
A implementação dessa tecnologia não se limita apenas a lances claros de impedimento. Ela também é uma medida de segurança para os jogadores, evitando situações perigosas em campo. Um exemplo trágico ocorreu em maio de 2025, quando o atacante Taiwo Awoniyi, do Nottingham Forest, sofreu um acidente grave após uma jogada em que o assistente demorou a marcar o impedimento.
Entretanto, nem todos os lances serão resolvidos automaticamente. Para impedimentos menores, com menos de 10 centímetros, a análise ainda dependerá do sistema semiautomático e da revisão dos árbitros. Para aprimorar essa análise, a FIFA desenvolveu avatares 3D individualizados de todos os 1.248 jogadores que participarão do torneio, garantindo uma precisão sem precedentes.
Além disso, um novo sistema de reconstrução 3D em tempo real será utilizado para avaliar a visão dos goleiros em jogadas que possam ter sido influenciadas por jogadores em posição de impedimento. Isso ajudará a determinar se um jogador encobriu a visão do goleiro em lances que resultam em gol.
A tecnologia 3D também será essencial para verificar a posição da bola em situações controversas, como quando há dúvidas se a bola saiu pela linha de fundo ou lateral. Este aspecto é frequentemente discutido, e a nova tecnologia promete trazer clareza e agilidade para essas decisões.
O chip na bola, que já foi implementado em 2014 para confirmar se a bola cruzou completamente a linha do gol, agora será capaz de identificar qual jogador tocou na bola, permitindo que o VAR informe ao árbitro se um escanteio foi corretamente marcado. Essas inovações visam minimizar a perda de tempo e aumentar a precisão na Copa do Mundo de 2026, prometendo um espetáculo ainda mais emocionante para os fãs do futebol.
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