A Copa do Mundo de 2026 será um marco na história do futebol, com 48 seleções brigando pelo título, e entre elas, um pequeno gigante: Curaçao. Pela primeira vez, o país caribenho, com pouco mais de 150 mil habitantes, estará presente na competição, e sua seleção é guiada por dois irmãos que se tornaram ícones na ilha: Juninho e Leandro Bacuna.
O time de Curaçao é uma verdadeira mistura cultural, com muitos jogadores nascidos fora da ilha, mas que decidiram representar suas raízes. Essa mudança de trajetória é um reflexo de um fenômeno que vem se espalhando pelo mundo, onde várias famílias buscam novas oportunidades, mas preservam suas heranças. Leandro Bacuna, de 34 anos, é um exemplo de perseverança e amor ao país. Ele já havia jogado pela seleção sub-21 da Holanda, mas em 2016, recebeu um convite do lendário Patrick Kluivert, então treinador da seleção de Curaçao, para mudar seu destino.
“Quando jogava pelo Aston Villa, Kluivert me abordou e disse: ‘Acredite em mim, a seleção da Holanda não será a sua chance. Venha para Curaçao’”, lembrou Leandro em uma entrevista.
Essa conversa se tornou um divisor de águas na vida de Leandro, que não só se destacou em campo, mas também se tornou um verdadeiro embaixador do futebol de Curaçao. Ele trabalhou arduamente para atrair novos talentos e inspirar jovens da ilha. “Jogamos para colocar Curaçao no mapa e empolgar os garotos. Sempre digo: ‘Não joguem pelo dinheiro, mas com o coração pela ilha’”, afirmou Leandro, refletindo sobre seu papel de liderança no time.
Juninho Bacuna, seu irmão, também decidiu seguir o mesmo caminho, optando por representar Curaçao em vez da seleção neerlandesa. “Comecei a jogar por Curaçao em 2019 e foi uma grande decisão. Poder jogar ao lado do meu irmão e ter nossa família nos assistindo é incrível”, disse Juninho. A união dos irmãos não é apenas uma questão de laços familiares, mas um verdadeiro símbolo de esperança e resiliência para o povo curaçauense.
Ao lado do goleiro Eloy Room, Leandro é um dos últimos remanescentes da equipe formadora, que nasceu oficialmente em 2010 após a dissolução das Antilhas Holandesas. Sua liderança será mais crucial do que nunca no Mundial, onde ele se tornou o jogador com mais partidas pela seleção, totalizando 68.
“Quando chegamos à Copa do Mundo, foi um alívio. É como a cereja do bolo. Quero encerrar minha carreira em grande estilo e mostrar meu valor”, destacou Leandro.
A história dos irmãos Bacuna é um testemunho do poder do futebol como um unificador e uma fonte de orgulho para uma nação. Com seus sonhos e aspirações alinhados, eles estão prontos para deixar sua marca na Copa do Mundo e fazer história para Curaçao.
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