As gigantes do esporte, Nike, Adidas e Puma, continuam a reinar absolutas no fornecimento de material esportivo para as seleções que estarão em campo na Copa do Mundo de 2026. Entretanto, apesar da expectativa de um aumento bilionário nas vendas de camisas, essas marcas icônicas enfrentaram uma diminuição em sua participação nesta edição do torneio, resultado do aumento no número de seleções participantes.
A partir de junho, as três marcas estarão representadas em 37 dos 48 times nacionais, o que equivale a impressionantes 77% do total. Contudo, essa porcentagem representa uma queda em comparação aos 81% alcançados na Copa do Mundo do Catar em 2022, onde apenas 32 seleções competiram.
A Adidas, que se destacou como campeã entre as fornecedoras, desenvolveu os uniformes de 14 seleções, o dobro do que fez na última Copa. Entre as seleções vestidas pela marca estão as campeãs mundiais Alemanha, Argentina e Espanha. Este torneio também marcará o fim de uma parceria histórica de quase 80 anos entre a Adidas e a seleção alemã, um contrato que rendia cerca de 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 295 milhões) anuais.
Até o final de 2025, a Adidas já havia registrado um aumento de 17% em seus estoques, atingindo 5,832 bilhões de euros, um reflexo do crescimento planejado nas receitas decorrentes da Copa. Somente no ano passado, a marca já reportou um aumento de 20% nas receitas com vestuário, impulsionado pelas vendas dos uniformes das seleções.
A Nike não ficou muito atrás, com 12 seleções sob sua bandeira, enquanto a Puma se aproxima com 11. Apesar da diluição da participação dessas três gigantes no torneio de 2026, não houve queda no número total de seleções patrocinadas. Na verdade, a expansão do torneio, que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá, resultou em um aumento de 11 seleções para as três marcas em relação ao Catar.
A competição pode adicionar, sozinha, US$ 1,3 bilhão em receitas à Nike, segundo uma análise da RBC Capital Markets.
Durante a última teleconferência de resultados da Nike, o CEO Elliot Hill revelou que as reservas de produtos por parceiros atacadistas aumentaram 40% em relação à Copa do Mundo de 2022. Hill afirmou: “Para garantir o cumprimento do nosso compromisso com o mercado, renovaremos mais de 100 lojas da Nike Direct e 1,4 mil pontos de venda de parceiros em todo o mundo, e nossa equipe de marketing está investindo significativamente para inspirar os fãs de futebol em todos os lugares”.
A Nike, sozinha, fornece material esportivo para quatro das oito seleções campeãs da Copa do Mundo: Brasil, França, Uruguai e Inglaterra. A empresa norte-americana gasta anualmente US$ 100 milhões apenas com a Seleção Brasileira, sem contar as verbas variáveis. Contudo, a marca viu uma redução no número de seleções em comparação ao último torneio, quando tinha 13 representantes.
A Puma não divulgou projeções específicas sobre a Copa do Mundo, mas fornece material para seleções como Portugal, Egito e Marrocos, além de outras oito equipes. Em 2022, a Puma tinha apenas 6 seleções participantes.
Além das tradicionais Nike, Adidas e Puma, a Copa de 2026 também verá o retorno de marcas como a italiana Kappa, que vestirá a Tunísia, e as fornecedoras locais Majid e Marathon, que atenderão Irã e Equador, respectivamente. Oito marcas são estreantes ou não tiveram representantes na última edição.
Apenas a espanhola Kelme, entre as marcas menos representativas, desenhará os uniformes de mais de um time nacional, atendendo Bósnia e Herzegovina e Jordânia. Com 60 anos de história, a Kelme também fornece fardas para clubes como o Watford e o Espanyol, da La Liga.
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