Foto: Getty Images — uso em caráter informativo.
Rafael Câmara estreia pela Haas e Gabriel Bortoleto corre pela Audi no GP Brasil, domingo (8). Ao mesmo tempo, jovens de 15 a 21 anos competem nas categorias europeias de base, especialmente a Fórmula 3, rumo à F1.
Com a estreia de Rafael Câmara na Haas e mais uma corrida de Gabriel Bortoleto pela Audi, o GP Brasil de Fórmula 1 terá dois “pilotos da casa” no próximo domingo (8). Em paralelo, uma nova safra de pilotos brasileiros trabalha em várias categorias de base na Europa, com o objetivo claro de aumentar a presença verde-amarela na principal categoria do automobilismo.
Desenvolvimento
A lista de nomes em evidência reúne jovens com idades entre 15 e 21 anos que transitam entre karts e monopostos ou que já acumulam experiência nas categorias de base. A Fórmula 3 aparece como a categoria com maior presença brasileira confirmada para 2027, enquanto a Fórmula 2 e a FRECA também concentram nomes a serem observados.
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Emmo Fittipaldi — Fórmula 2, 19 anos, 18º (28 pontos)
Filho do bicampeão mundial Emerson Fittipaldi, Emmo estreou na Fórmula 2 nesta temporada pela AIX Racing. A equipe, que não dispõe de equipamento de ponta, transformou a adaptação dele e do companheiro Cian Shields em desafio. A duas rodadas do fim do campeonato, Emmo aparece em 18º lugar, com 28 pontos. Seu melhor resultado foi na etapa de Madri, quando foi segundo na corrida sprint e quinto na prova principal. Com a promoção de Rafael Câmara, atual líder da F2, Emmo deve seguir por mais um ano na categoria em 2027.
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Gabriel Gomez — Fórmula 3, 20 anos
Natural de Florianópolis, Gabriel Gomez vai estrear na Fórmula 3 em 2027 pela LN4 Fusion, equipe recém-fundada por Lando Norris. Em 2026 ele competiu na FRECA com a Rodin Motorsport e terminou a temporada em 14º lugar, com 48 pontos, tendo chegado três vezes em quarto posto. Gomez também tem passagens pela Fórmula 4 da Espanha e da Itália, sendo vice-campeão na Itália, vice em E4 Championship e vencedor da Formula Winter Series em 2025.
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Fefo Barrichello — Fórmula 3, temporada 2026 (28º, 2 pontos)
Fernando “Fefo” Barrichello, filho de Rubens Barrichello, disputou a segunda temporada na F3 pela AIX Racing e terminou o campeonato de 2026 em 28º lugar, com dois pontos obtidos na corrida sprint da Hungria. Fefo tem histórico na F4 brasileira, na F4 da Espanha e dos Estados Unidos, e também competiu na Euroformula Open em 2024, conquistando uma vitória e cinco pódios. Em 2026, esteve ao lado do pai na etapa de Endurance de Brasília, em setembro.
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Pedro Clerot — Fórmula 3, 19 anos, 6º em 2026
Pedro Clerot estreou na Fórmula 3 em 2026 pela Rodin e encerrou o ano em sexto lugar no campeonato, com uma vitória e outros quatro pódios, além de ter sido o terceiro melhor novato da temporada. Em 2022 foi campeão da Fórmula 4 Brasil com sete vitórias, quatro poles e 11 pódios. Em 2024 e 2025, competiu na FRECA, somando duas vitórias e sete pódios até 2025.
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Pedro Lima — FRECA, 16 anos
Um dos mais jovens da lista, Pedro Lima foi confirmado como nova adição à FRECA para a próxima temporada, sendo apenas sua segunda temporada em monopostos. Vindo da Fórmula 4 Brasil, Lima se tornou em 2025 o piloto mais jovem a vencer uma corrida no certame nacional e fechou aquela temporada em terceiro lugar. Em 2026, migrou para a Europa, disputou a F4 Winter Series (10º colocado) e os campeonatos italiano e europeu de F4; na Itália seu melhor resultado foi um nono lugar, e terminou a temporada em 32º entre 65 pilotos.
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Rafaela Ferreira — F1 Academy
A catarinense fez história em 2024 ao se tornar a primeira mulher a vencer uma corrida na F4 Brasil, com triunfos em Buenos Aires e em Mogi Guaçu. Rafa disputa hoje sua segunda temporada na F1 Academy, categoria criada pela Fórmula 1 para formar jovens pilotos mulheres.
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Heitor Dall’Agnol — mira vaga na Fórmula 3
Heitor Dall’Agnol aparece no radar como candidato a uma vaga na Fórmula 3, mas ainda não há confirmação de acerto para 2027.
Contexto
A presença de dois “pilotos da casa” no GP Brasil — Rafael Câmara e Gabriel Bortoleto — evidencia um momento de transição para o automobilismo brasileiro: enquanto alguns talentos já alcançam degraus altos, outros ainda concluem a passagem do kart para os monopostos. A quantidade de representantes brasileiros na Fórmula 3 em 2027 (Gabriel Gomez, Fefo Barrichello e Pedro Clerot confirmados) mostra que a base nacional segue produzindo nomes com projeção internacional.
Do ponto de vista esportivo, o que está em jogo é o desenvolvimento desses jovens em categorias que exercem pressão e oferecem visibilidade para equipes da F1. Emmo Fittipaldi, por exemplo, convive com a realidade de uma equipe que não figura entre as mais fortes na Fórmula 2, o que afeta resultados imediatos e a avaliação de seu potencial. Por outro lado, pilotos como Pedro Clerot chegaram a apresentar resultados consistentes já em sua temporada de estreia na F3.
As definições para 2027 — confirmações de equipes, acertos financeiros e escolhas de categorias — serão determinantes para quem conseguirá seguir subindo na pirâmide até a Fórmula 1. A promoção de Rafael Câmara na F2 tem impacto direto nas trajetórias dos demais brasileiros: ao abrir espaço na F2 em 2027, cria-se um efeito em cascata nas categorias abaixo e nas oportunidades de vaga.
Fecho
O próximo passo imediato é o GP Brasil, no próximo domingo (8), quando a presença de pilotos brasileiros na F1 volta a ganhar destaque. Depois disso, as atenções se voltam para a montagem dos grids de 2027 nas categorias de base — com a Fórmula 3 já confirmando a presença de ao menos três brasileiros — e para a evolução de jovens como Emmo Fittipaldi, Gabriel Gomez, Fefo Barrichello, Pedro Clerot, Pedro Lima e Rafaela Ferreira nas próximas temporadas. A trajetória de cada um dependerá tanto de resultados em pista quanto de oportunidades fora dela, em equipes, patrocínios e programas de desenvolvimento.

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