Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Na noite de 4 de novembro, o Furacão abriu o placar, mas sofreu três gols em seis minutos e perdeu por 3 a 1 na Arena da Baixada. A derrota aprofunda a crise do time na reta final do Brasileiro.
O Athletico-PR perdeu por 3 a 1 para o Vasco na Arena da Baixada, na noite de 4 de novembro de 2026, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Depois de abrir o placar ainda no primeiro tempo, o Furacão sofreu três gols em um apagão defensivo de seis minutos na etapa final e viu a vantagem ser transformada em uma virada que aprofundou a crise da equipe na reta final da competição.
Detalhes da partida
O gol inicial do Athletico nasceu de uma trama pela direita: Arthur Dias acionou Luiz Gustavo, que encontrou Mendoza livre na entrada da área; o atacante girou e bateu forte para colocar o time paranaense em vantagem. O cenário mudou completamente no segundo tempo. O primeiro gol do Vasco saiu em um lance que contou como gol contra de Aguirre, responsável por desviar para dentro da própria meta. Na sequência, Bruno Duarte cabeceou sozinho aproveitando um espaço gerado por Puma Rodríguez, que atraiu Arthur Dias para fora da área. O terceiro gol visitante veio em cobrança de falta convertida por Gabriel Pereira, um lance de bola parada que ampliou a virada.
O terceiro gol visitante foi de bola parada, e este foi registrado como o 20º tento sofrido pelo Athletico em cobranças de bola parada no Brasileirão. O time rubro-negro sofreu o revés sem conseguir criar chances de perigo significativas após a sequência de gols adversários.
O goleiro Mycael teve participação polêmica ao longo do jogo. No primeiro tempo, quando o Athletico tinha o domínio e a vantagem no placar, ele se atrapalhou em uma defesa e gerou rebote, no qual atingiu Brenner em dividida — lance que a arbitragem não marcou como pênalti. Apesar de não ser apontado como o responsável direto pelos gols do Vasco, o arqueiro não demonstrou confiança ao longo da partida, inclusive em lances decisivos no segundo tempo, o que acabou gerando instabilidade no setor defensivo.
Outro fato que complicou a situação rubro-negra foi a expulsão direta do atacante Kevin Viveros por um pisão na barriga de Cuiabano, já com o placar em 3 a 1. A expulsão o torna desfalque certo para o jogo contra o Flamengo na próxima rodada e pode render mais partidas de suspensão, a depender do julgamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Do ponto de vista físico, o Athletico também teve problemas: Mendoza saiu no intervalo sentindo o joelho e Esquivel atuou com dores durante toda a partida. Ambos serão reavaliados e podem aparecer como ausências na sequência decisiva da temporada, o que preocupa pela proximidade da disputa direta por vaga na Libertadores.
O que mudou taticamente
O Vasco promoveu alterações no intervalo que modificaram o ritmo do jogo. O técnico visitante optou por incluir um atacante a mais no esquema ao colocar Bruno Duarte no lugar do volante Sosa e Colidio na vaga de Brenner, espelhando movimentos ofensivos que deram mais liberdade a Lescano no meio de campo. As mudanças permitiram ao time carioca explorar espaços e pressionar a defesa do Athletico, que não conseguiu se reajustar a tempo.
Do lado rubro-negro, o técnico Odair Hellmann havia promovido mudanças antes da partida, com Mendoza funcionando como ponta, Esquivel retornando à lateral-esquerda e uma zaga formada por Dantas, Aguirre e Arthur Dias. Apesar do bom momento no primeiro tempo, as alterações adversárias no intervalo reverteram a tendência e abriram caminho para a virada visitante.
Contexto e consequências para a temporada
O revés deixou o Athletico em seu momento mais frágil no Campeonato Brasileiro: são três derrotas e um empate em quatro jogos, com oito gols sofridos e apenas dois marcados nesse período. O quadro acende o sinal de alerta para uma equipe que busca a classificação direta para a Libertadores de 2027; restam quatro jogos no Brasileirão e a margem de erro diminui.
Para o Vasco, a reação rápida no segundo tempo e a vitória por 3 a 1 deram fôlego na luta contra o rebaixamento e trouxeram também um ganho de moral às vésperas de uma decisão na Copa do Brasil. A equipe visitante testou uma formação com três zagueiros e encontrou no ajuste tático a chave para vencer fora de casa.
Para o Athletico, além do golpe imediato na tabela, a partida trouxe questões a serem resolvidas: a necessidade de recompor a confiança de Mycael, o planejamento defensivo em bolas paradas (dado o número de gols sofridos nessa situação) e a recuperação física de jogadores que saíram ou jogaram lesionados. A expulsão de Viveros também impõe ajustes na escolha de opções ofensivas para a próxima rodada.
Próximos passos
Com a sequência nacional apertada, o Athletico terá o período da Data Fifa para tentar recuperar atletas e corrigir falhas, especialmente nos treinamentos de bola parada defensiva. A diretoria e a comissão técnica precisarão decidir se manterão Mycael como titular e como abordar possíveis punições disciplinares. O próximo compromisso é contra o Flamengo, na rodada seguinte do Brasileirão, e a equipe rubro-negra parte para esse duelo com urgência em buscar pontos para voltar ao G4 e manter viva a aspiração pela vaga direta à Libertadores.
A partida em Curitiba escancarou fragilidades que exigirão respostas rápidas: ajustes táticos, reforço da confiança do setor defensivo e avaliações médicas sobre Mendoza e Esquivel. O desfecho dessas decisões e eventuais recursos disciplinares envolvendo a expulsão de Viveros estarão entre os capítulos imediatos desta temporada para o Furacão.

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