Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
Pré-convocado, Naby Keita ficou de fora da lista para os jogos com Eritreia em 12 e 16 de novembro pelas eliminatórias da CAN-2027. A ausência provocou troca pública de acusações entre o entorno do jogador e o técnico Paulo Duarte.
Naby Keita não foi incluído na lista final da seleção da Guiné para a Data Fifa de novembro, e a ausência do meio-campista acabou virando foco de uma troca pública de acusações entre o entorno do jogador e o treinador nacional, Paulo Duarte.
Desenvolvimento
O ex-jogador do Liverpool havia sido pré-convocado e havia declarado estar disposto a retornar ao Syli Nacional, mas o seu nome ficou fora da lista para os jogos contra a Eritreia, marcados para 12 e 16 de novembro, pelas eliminatórias da Copa Africana de Nações de 2027. A decisão deixou aberta a discussão sobre os critérios adotados pelo comando técnico para as escolhas de novembro.
Questionado sobre as ausências de diversos líderes do grupo — entre eles Naby Keita, Mohamed Bayo e Morgan Guilavogui —, o treinador português afirmou que prefere trabalhar com atletas que respondam positivamente às convocações. Em suas declarações, Duarte enfatizou a necessidade de comprometimento por parte dos jogadores.
“Convoquei jogadores, uma vez, duas, e eles não responderam. Querem que eu continue chamando jogadores que não querem vir para a seleção?”
O técnico também fez uma observação irônica sobre o próprio futuro no cargo, questionando se o retorno de algumas peças não dependeria de sua eventual saída.
“Talvez, quando eu sair, os jogadores voltem.”
As falas do treinador provocaram reação por parte do conselheiro de Keita, Thierno Amadou Makadji, que contestou a versão apresentada e disse que informações importantes não foram incluídas na leitura pública dos fatos.
“Duarte deve ser honesto e dizer a verdade aos guineenses. Ele sabe o que aconteceu com o Naby. O que ele não disse é que o Naby foi selecionado, recebeu a passagem e, no último momento, seu nome foi retirado da lista. As provas existem.”
Makadji acrescentou que a postura do técnico lançava dúvidas sobre a interpretação do comprometimento do jogador com a seleção e lembrou o sacrifício físico que Keita teria enfrentado em ocasiões anteriores para representar o país.
Também foi dito que o treinador deveria assumir suas escolhas sem “se esconder atrás de desculpas” e que não tratasse antigos líderes do elenco como “apatridas”. Em setembro, Duarte havia declarado que o jogador do Ferencváros continuava sendo uma opção e que não havia problema entre as partes; poucos meses depois, a disputa ganhou caráter público.
Contexto
Keita estava ausente da seleção desde a derrota nas quartas de final da Copa Africana de Nações para a República Democrática do Congo, ocorrida em 2 de fevereiro de 2024. Desde então, sua reapresentação vinha sendo acompanhada de expectativa por parte de torcedores e observadores, sobretudo porque a Guiné tem recorrido a nomes de experiência para ao menos equilibrar o elenco nas eliminatórias continentais.
Os confrontos contra a Eritreia em 12 e 16 de novembro integram o calendário das eliminatórias para a Copa Africana de Nações de 2027 e apareceram como uma janela para possíveis retornos e testes de opções antes das fases seguintes da competição. A ausência de jogadores considerados líderes, como Keita, tende a colocar pressão sobre o treinador para explicar escolhas e sobre o grupo para encontrar alternativas funcionais no setor de meio-campo.
Do ponto de vista administrativo e político dentro da federação, episódios em que figuras do entorno do atleta e o técnico trocam acusações publicamente costumam demandar intervenções formais, propostas de conciliação ou simplesmente a manutenção de posições oficiais até que uma nova convocação seja anunciada. Não houve, até o momento, anúncio público sobre recursos, pedidos formais de revisão da lista ou mediação entre as partes.
Além disso, a questão do relacionamento entre convocados e comissão técnica ganha dimensão extra no contexto das seleções africanas, onde a logística de viagens, liberação de clubes e histórico de lesões frequentemente influenciam ausências e reforçam a necessidade de transparência nas comunicações oficiais.
Fecho
Com o conflito tornandose público, a possibilidade de retorno imediato de Keita ao elenco guineense ficou mais remota, segundo as posições vigentes de cada lado. As próximas convocações e a atuação da direção técnica e administrativa da seleção serão determinantes para saber se haverá reconciliação, esclarecimentos formais ou manutenção do distanciamento.
Enquanto isso, a Guiné seguirá se preparando para os duelos de 12 e 16 de novembro pelas eliminatórias da Copa Africana de Nações de 2027, e o desfecho dessa disputa entre jogador e comissão técnica deverá ser uma das pautas a acompanhar nos próximos comunicados da seleção.
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