Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Aos 27 anos, Rebeca Andrade foi convocada para o Mundial de ginástica em Roterdã, de 17 a 25 de outubro. A CBG confirmou as equipes com Arthur Nory, Flávia Saraiva e Lorrane; Rebeca é aposta no salto.
Rebeca Andrade vai voltar ao Mundial de ginástica artística: a ginasta de 27 anos foi convocada para a disputa em Roterdã, que será realizada entre 17 e 25 de outubro. A convocação da Confederação Brasileira de Ginástica reuniu nomes com experiência olímpica e em Mundiais, com destaque para Rebeca, Arthur Nory, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira.
No anúncio oficial desta quarta-feira, a CBG confirmou as duas equipes — feminina e masculina — que representarão o Brasil na Holanda. Rebeca entra como principal aposta no salto, aparelho em que já teve desempenho de destaque na temporada, e como um dos nomes capazes de buscar medalha para o país.
Dados e desempenho individual
Rebeca Andrade é dona de seis medalhas olímpicas e soma nove pódios em Campeonatos Mundiais. Ela vai disputar o Mundial pela quinta vez e chega com histórico positivo no salto: foi campeã mundial do aparelho em 2021 e 2023 e tem condições de brigar pelo tricampeonato. Na temporada, lidera o ranking no salto por média, com 14,549 pontos na média dos dois saltos exigidos para disputar o pódio. Além disso, registrou a maior nota do ano em um único salto: 14,800, marca obtida no Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística.
Apesar da liderança na temporada, Rebeca ainda não apresentou oficialmente, em 2026, seu principal salto, o Cheng. No Mundial de Roterdã, ela deve concentrar as esperanças brasileiras no aparelho do salto e também terá apresentações na trave, onde conquistou uma prata na etapa de Szombathely da Copa do Mundo, em setembro.
“Me sinto muito orgulhosa”
Flávia Saraiva aparece como outra possibilidade de pódio para a delegação feminina. Quarta colocada na trave no Mundial do ano passado, Flávia voltou a subir ao lugar mais alto do pódio em etapas da Copa do Mundo: em Szombathely, no mês de setembro, ela faturou dois ouros e uma prata, resultados que reforçam seu papel entre as candidatas em aparelhos específicos.
Lorrane Oliveira completa o trio de medalhistas olímpicas na equipe feminina do Brasil, formando o único quinteto feminino convocado que conta com três ginastas que subiram ao pódio nos Jogos de Paris 2024. Julia Soares não integra a lista por estar recuperando-se de lesão, e Jade Barbosa está fora do time por ainda estar em processo de retorno após ter se tornado mãe.
No masculino, Arthur Nory surge como principal figura de referência: campeão mundial da barra fixa em 2019 e bronze no mesmo aparelho em 2022, ele é uma das esperanças do Brasil na busca por pódios na Holanda. Diogo Soares, finalista olímpico, terá papel central no individual geral da equipe. Caio Souza, que também figurava como um dos nomes de peso, está fora da convocação após sofrer uma ruptura no tendão do bíceps braquial direito durante a final das argolas na etapa de Szombathely da Copa do Mundo, no mês passado; o ginasta passou por cirurgia há uma semana.
“Mais uma marca de guerra!”
Convocados para o Mundial de Roterdã
Equipe feminina
- Flávia Saraiva
- Gabriela Bouças
- Lorrane Oliveira
- Rebeca Andrade
- Sophia Weisberg
- Thais Fidelis
Equipe masculina
- Arthur Nory
- Bernardo Miranda
- Diogo Soares
- Johnny Oshiro
- Patrick Corrêa
- Vitaly Guimarães
Observação: em cada equipe um ginasta será designado como reserva, conforme comunicado da comissão técnica.
O que está em jogo e o contexto da competição
O Mundial de Roterdã tem papel decisivo na jornada olímpica rumo a Los Angeles 2028: trata-se do primeiro evento pré-olímpico que garante vagas por equipe para os Jogos — as equipes medalhistas conquistarão vagas para Los Angeles 2028. Além disso, o Mundial não esgota as chances de classificação: nove vagas por gênero estarão em disputa no Mundial de Chengdu, na China, em 2027, quando também serão distribuídas vagas individuais para países que não obtiverem classificação por equipe.
Para o Brasil, isso traduz-se em dois objetivos claros: buscar pódios em aparelhos nos quais há tradição e protagonismo e, simultaneamente, lutar por uma vaga coletiva que assegure presença garantida nas disputas por equipes de Los Angeles. A composição da delegação, equilibrada entre nomes experientes e atletas em ascensão, reflete a estratégia de brigar tanto por resultados imediatos quanto por garantias futuras.
No aspecto feminino, a presença de três medalhistas olímpicas confere à equipe uma combinação de histórico e ambição: Rebeca, Flávia e Lorrane trazem bagagem competitiva para disputar finais por aparelhos e contribuir na soma das notas por equipe. No masculino, a ausência de Caio por lesão abre espaço para que outros atletas assumam protagonismo técnico e de consistência nas qualificatórias e finais.
Próximos passos
O foco agora se volta para as rotinas de preparação finais e para as avaliações técnicas que a comissão fará antes das viagens e das séries de apresentação em Roterdã. O Mundial será disputado entre 17 e 25 de outubro; a programação oficial do evento e as chamadas para cada aparelho definirão as datas e horários em que os integrantes da equipe brasileira entrarão em cena.
A cobertura seguirá acompanhando as performances individuais e por equipe na Holanda, a evolução de Rebeca no salto — especialmente sobre a expectativa pelo uso ou não do Cheng na competição — e a recuperação de atletas que retornam de lesões. O desfecho em Roterdã também terá impacto direto nas estratégias de preparação rumo aos Mundiais de 2027 e, sobretudo, ao ciclo olímpico de Los Angeles 2028.

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