Foto: Globo — uso em caráter informativo.
FMF manterá o formato de 2026 mesmo com a entidade em intervenção, diz diretor de competições. A medida cumpre a Lei Geral do Esporte e a federação afasta a realização da Copa FMF no segundo semestre.
A Federação Maranhense de Futebol (FMF) informou que a fórmula de disputa da Série A do Campeonato Maranhense deve ser mantida para a próxima edição, mesmo com a entidade em regime de intervenção. A avaliação foi feita pelo diretor de competições, que também descartou a realização da Copa FMF no segundo semestre.
Desenvolvimento
O modelo implantado em 2026 permanecerá em vigor, seguindo a orientação da Lei Geral do Esporte, que prevê regras para alterações nos regulamentos, incluindo a exigência de dois anos de vigência do mesmo regulamento antes de mudanças. Embora exista a possibilidade de um pedido extraordinário e devidamente justificado para alterar o formato, a FMF entendeu que, neste momento, não haverá alteração.
Na avaliação técnica trazida pela diretoria de competições, a fórmula implantada trouxe inovações no desenho da competição: o oitavo colocado será rebaixado e os times que terminarem nas posições sexta e sétima disputarão um playoff, mecanismo que, segundo a entidade, funcionou bem na temporada adotada em 2026.
Pelo que eu sinto, pelo menos nessa primeira conversa, não há perspectiva de mudança. Eu acho que foi uma fórmula que deu certo, ela inovou. Qual inovação? Cai o oitavo e sétimo e sexto fazem o playoff. Eu acho que não é uma coisa que a gente deve se preocupar.
Além da manutenção do modelo, a FMF apontou que uma das principais preocupações para a organização da próxima edição é o calendário, em especial pela alteração na composição dos participantes para a temporada seguinte. Dois clubes do interior foram rebaixados, enquanto houve acesso de representantes da capital e do interior, o que muda a distribuição de jogos.
Movimentação de clubes
- Rebaixados: ITZ e Tuntum.
- Promovidos: Resenha (representante da capital) e Lago Verde (do interior).
Com essa alteração, a FMF calcula que haverá um jogo a mais a ser realizado em São Luís na próxima edição. Essa diferença operacional e logística é apontada como um ponto a ser detalhado no planejamento do calendário.
Um problema sério são as datas. A gente precisa colocar isso no papel, porque é o mesmo formato, mas tem uma diferença de um jogo a mais em São Luís. Caíram dois do interior, mas subiu um da capital. Então, não dá para eu dizer aqui para vocês. Eu tenho até um esboço.
Contexto
Além do debate sobre formato e calendário, a Copa FMF — tradicional torneio do segundo semestre — também não está prevista para voltar ao calendário estadual. A competição não é disputada desde 2022 e foi extinta pela Federação na temporada 2023 a pedido dos clubes. Na prática, os times demonstraram resistência à volta do torneio e, na avaliação da direção da FMF, não há apoio suficiente para reativá-lo neste momento.
O último campeão registrado da Copa FMF foi o Tuntum, que conquistou o bicampeonato em 2022, ficando com o título pela última edição realizada. Mesmo com esse histórico recente, os clubes têm sinalizado contrariedade à realização — incluindo manifestações contrárias quando a organização propôs formatos sub-23 em ocasiões anteriores — o que contribui para a decisão de não promover a competição no segundo semestre.
A FMF segue em interação com os clubes para fechar o planejamento do calendário de 2027. As definições sobre a Série A do Estadual ainda não foram divulgadas oficialmente pela entidade, mas, de acordo com a direção de competições, a previsão é de que o campeonato deva ser iniciado em janeiro.
Fecho
Com a tendência pela manutenção do formato e a decisão de não realizar a Copa FMF no segundo semestre, a agenda imediata da FMF passa a ser a finalização do calendário e a formalização dos regulamentos para 2027, respeitando os prazos legais e as demandas apresentadas pelos clubes. As próximas semanas devem trazer reuniões e ajuste de datas até que o documento final seja apresentado aos participantes e à imprensa.
O acompanhamento das negociações e dos prazos será determinante para clubes do interior e da capital, que terão de ajustar logística, preparação e planejamento financeiro diante da mudança na distribuição de jogos e do calendário que será divulgado pela Federação.

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