Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Aos 15 anos, natural de Praia Grande, a surfista confirmou o tricampeonato da categoria e o sexto título nacional de base. A vitória em Navegantes rendeu vaga na seleção que irá ao torneio da ISA no Peru em 2027.
Carol Bastides, surfista de 15 anos natural de Praia Grande, confirmou mais um marco em sua trajetória ao conquistar o título da categoria Sub-16 no Surf Brasil de Base, realizado em Navegantes (SC). A vitória catarinense confirmou o tricampeonato consecutivo da atleta na categoria e o sexto título brasileiro nas categorias de base.
Detalhes da conquista
A confirmação do título na Sub-16 também rendeu a Carol uma vaga na Seleção Brasileira de Surfe que disputará o Mundial Júnior da ISA, programado para o Peru em 2027. Além dela, duas atletas da Baixada Santista também garantiram presença na competição internacional: Giovanna Rocha e Júlia Stefani, ambas do Guarujá.
Na mesma etapa, Carol Bastides competiu ainda na decisão da categoria Sub-18, onde terminou como vice-campeã, ficando atrás de Maeva Guastalla, de Ubatuba. O desempenho mostrou a capacidade da jovem surfista de se dividir entre categorias e manter rendimento alto em diferentes divisões de idade.
“Eu consegui vaga nas duas finais e estou feliz de estar na Seleção Brasileira de novo. Eu curti muito os dois anos que fui, foi uma experiência muito incrível, então estou feliz de estar em 2027”
disse Carol.
Vagas para o Mundial Júnior
- Carol Bastides (Praia Grande): vaga assegurada pela conquista no Sub-16.
- Giovanna Rocha (Guarujá): vaga assegurada no evento em Navegantes.
- Júlia Stefani (Guarujá): vaga assegurada no evento em Navegantes.
Outros resultados e impacto regional
A participação da Baixada Santista no Surf Brasil de Base rendeu ainda outro pódio: na categoria Sub-12, Maria Clara Chuquer, do Guarujá, terminou como vice-campeã. Maria Clara vinha em busca do tricampeonato da categoria após vencer em 2024 e 2025, mas teve a invencibilidade interrompida por Ayla Lopes, que ficou com o título. A também paulista Laura de Souza completou o pódio na terceira colocação.
O resultado de Maria Clara evidencia a força da região na formação de talentos — a Baixada Santista não apenas emplacou um campeão na Sub-16 como também manteve presença constante no alto do pódio em outras categorias de base. O desempenho das atletas do Guarujá, em particular, garantiu duas vagas para o Brasil no Mundial Júnior e reforçou a relevância do litoral paulista na base do surfe nacional.
Contexto competitivo e importância da vaga
A classificação para o Mundial Júnior da ISA representa um passo importante na carreira de jovens surfistas, pois o torneio reúne as principais promessas do surfe mundial e serve como vitrine para entrada em circuitos profissionais e seleções de base. Para Carol, já seis vezes campeã brasileira nas categorias de base, a vaga em 2027 acrescenta um capítulo internacional à coleção de títulos nacionais e amplia sua exposição em eventos de alto nível.
Ao mesmo tempo, a disputa nas categorias acima da sua idade, como a Sub-18, demonstra que Carol está ampliando sua margem competitiva e ganhando experiência em baterias mais desafiadoras. A combinação entre títulos nacionais e experiência internacional tende a ser decisiva para a transição de atletas da base para o circuito profissional.
O que está em jogo e próximos passos
Para as atletas classificadas, o foco agora será a preparação para o Mundial Júnior da ISA no Peru, em 2027. A experiência em competições internacionais costuma demandar ajustes técnicos, físicos e logísticos, além de um planejamento específico para as condições de ondas e clima esperadas no local do evento. A confirmação das vagas oferece às surfistas a oportunidade de planejar treinos e competições preparatórias ao longo dos próximos meses.
Na esfera regional, a presença de jovens campeãs e vice-campeãs mantém a atenção sobre centros de treinamento da Baixada Santista e do Litoral Norte paulista, que vêm atuando como celeiros de talentos para a base do surfe brasileiro. A sequência de resultados de atletas como Carol e Maria Clara aponta para a continuidade de investimentos e acompanhamento técnico voltado a revelar novas gerações.
O desfecho em Navegantes consolidou títulos, confirmou vagas e mostrou o potencial das promessas do surfe paulista. A próxima cena dessa história será a participação das classificadas no Mundial Júnior de 2027 no Peru, onde estarão em disputa não apenas medalhas, mas também a projeção que pode acelerar a entrada de jovens surfistas no circuito internacional.

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