Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Trajetórias que misturam planejamento, vendas de atletas, gestões acertadas e crises mostram caminhos de recuperação. Conheça Chapecoense, Mirassol, Remo, Santa Cruz, Joinville, CSA, Cuiabá e Juventude.
A trajetória de times que subiram da Série D até a Primeira Divisão serve como mapa para clubes que buscam recuperação no futebol brasileiro. O levantamento reúne oito clubes que, em momentos distintos, deixaram a Quarta Divisão e chegaram à elite: Chapecoense, Mirassol, Remo, Santa Cruz, Joinville, CSA, Cuiabá e Juventude. Essas histórias misturam planejamento, vendas de atletas, gestões que deram certo e episódios de crise.
Trajetórias e dados essenciais
- Chapecoense — A Chapecoense obteve o acesso na Série D em 2009, na primeira edição da competição, subiu para a Série B em 2012 e chegou à Série A em 2013, ficando em campo na divisão principal pela primeira vez em 2014. O percurso entre a Quarta e a Primeira Divisão durou cinco temporadas. Hoje, o time está na elite, mas corre sério risco de novo rebaixamento.
- Mirassol — O Mirassol foi campeão da Série D em 2020, avançou para a Série C em 2022, garantiu o acesso à Série B em 2024 e alcançou pela primeira vez a Série A em 2025. O clube manteve sua presença na elite e, conforme a trajetória relatada, está em 2026 na disputa também por competições internacionais.
- Remo — Dono de uma torcida apaixonada, o Remo figura entre os oito que deixaram a Série D e chegaram à elite, depois de uma trajetória que levou cerca de uma década até o desfecho.
- Santa Cruz — O Santa Cruz conquistou o acesso na Série D em 2011, subiu para a Série B em 2013 e regressou à Série A em 2016. Tradicional clube nordestino, o Tricolor precisou de cinco anos para completar a recuperação até a elite. Posteriormente, voltou a cair e disputa hoje a Série C, ainda em busca do acesso para a Série B.
- Joinville — O Joinville iniciou sua escalada a partir da Série D de 2010, subiu para a Série B em 2011, venceu a Série B em 2014 e estreou na Série A em 2015. Apesar do auge, o clube acabou fazendo o caminho inverso em anos seguintes e, nesta temporada, foi eliminado na primeira fase da Série D.
- CSA — O CSA completou 113 anos recentemente e tem uma história de ascensão rápida: estava na Série D em 2016 e, três anos depois, disputava a Série A. No entanto, após gastos excessivos e crises políticas, o clube sofreu rebaixamentos sucessivos e voltou à Série D em 2025. Nesta temporada, o CSA tentou o acesso para a Série C em dois mata-matas e não subiu. No passado, o clube venceu o Cruzeiro por 1 a 0 na Série A de 2019.
- Cuiabá — O Cuiabá iniciou sua caminhada com o acesso na Série D em 2011, alcançou a Série C em 2018, a Série B em 2020 e disputou a Série A pela primeira vez em 2021. A ascensão do clube marcou a presença de Mato Grosso na elite. Atualmente, o time faz uma campanha de recuperação na Série B e não figura como um dos favoritos ao acesso.
- Juventude — O Juventude subiu da Série D em 2013 como vice-campeão e teve um percurso de idas e vindas pelas divisões. Após oscilações, voltou a alcançar a Série A em 2021, caiu em 2022 e subiu novamente em 2023. Em 2025 caiu para a Série B. Nesta temporada, o clube lidera a Série B e aparece entre os favoritos ao acesso.
Resultados e fatos recentes mencionados
Entre os resultados citados no levantamento, constam vitórias e empates que marcaram momentos importantes: o CSA venceu o Cruzeiro por 1 a 0 em 2019 e o Mirassol venceu o Remo por 2 a 1, partidas que tiveram impacto na trajetória desses clubes. Também é citado que o Cuiabá empatou com o Botafogo em jogo no Engenhão, sem detalhar o placar exato. Na Quarta Divisão desta temporada, clubes como Uberlândia, ASA, Gama, ABC, Goiatuba e Nacional-AM conquistaram o acesso e vão disputar a Série C em 2027.
Retrospecto e contexto regionais
Do ponto de vista regional, as histórias do Nordeste merecem destaque. O Santa Cruz, de Pernambuco, encarna a reconstrução de um gigante regional que precisava retomar posição nacional depois da queda até a Série D. Já o CSA, de Alagoas, demonstra como oscilações administrativas e financeiras podem transformar uma ascensão meteórica em um processo de reconstrução que passa por todas as divisões nacionais. Essas narrativas mostram que o caminho de volta ao topo exige, além do trabalho dentro de campo, equilíbrio administrativo e projetos de médio prazo.
O que está em jogo e lições para clubes em recuperação
Os exemplos reunidos apontam que conquistar acesso da Série D até a Série A é possível, mas a manutenção na elite exige sustentação financeira, projetos de base e planejamento. Vendas de atletas, como no caso do Mirassol — que teve na venda de um atacante um recurso importante para estruturação — aparecem como elemento decisivo para financiar centros de treinamento e investimentos esportivos. Ao mesmo tempo, gestões desequilibradas podem provocar rebaixamentos rápidos, como demonstra o percurso recente do CSA e as quedas enfrentadas por clubes que chegaram à elite.
Retrospecto do Juventude
- 2013: subiu da Série D para a Série C
- 2016: subiu para a Série B
- 2018: caiu para a Série C
- 2019: subiu para a Série B
- 2020: subiu para a Série A
- 2022: caiu para a Série B
- 2023: subiu para a Série A
- 2025: caiu para a Série B
Essa sequência ilustra o sobe e desce que muitos clubes experimentam na pirâmide do futebol nacional, com movimentos de recuperação rápida seguidos por crises que exigem reorganização.
Fecho — o próximo passo da história
Para os clubes que ainda buscam reerguer-se, as lições já estão postas nas trajetórias mencionadas: consolidar finanças, investir em estrutura e revelar jogadores podem transformar acessos isolados em permanência competitiva. Para torcedores e dirigentes, o desafio é transformar ascensões emocionantes em projetos sustentáveis. O caminho da Quarta Divisão à Primeira nunca foi uniforme — passa por anos de trabalho, acertos e, às vezes, recomeços — e continuará a oferecer cenários de superação e alerta para o futebol nacional.

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