Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
Apresentado nesta terça-feira, o treinador espanhol retoma a carreira após saída do Barcelona em 2025. Ao lado do diretor esportivo Nigel de Jong, ele promete implantar posse de bola e controlar o ritmo rumo à Copa de 2030.
Nesta terça-feira (25), Xavi Hernández foi apresentado como novo treinador dos Países Baixos e anunciará a retomada de sua carreira como técnico após a saída do Barcelona em 2025. O espanhol, campeão do mundo pela Espanha em 2010 como jogador, terá a missão de conduzir os neerlandeses no ciclo para a Copa do Mundo de 2030, implementando um modelo de jogo baseado no controle da bola e na imposição do ritmo das partidas.
Apresentação e plano de jogo
Ao lado do diretor esportivo Nigel de Jong, Xavi destacou a conexão com o país e detalhou as linhas mestras de sua proposta tática. O treinador afirmou que pretende recuperar o futebol ofensivo que historicamente marcou os Países Baixos e explicou que sua ideia não passa por manter uma linha com cinco defensores, mas sim por variar entre esquemas como 4-3-3, 4-2-3-1 e 3-4-3 para dominar a posse e ditar o ritmo.
“A sensação é a de que estou indo para a Universidade do Futebol. Quero que a minha seleção tenha sempre a posse de bola, mas com paixão. Estamos aqui para competir, aproveitar e vencer. E insisto: estamos aqui para vencer.”
No discurso de apresentação, Xavi também reconheceu a pressão do cargo por ser um técnico estrangeiro, mas afirmou estar pronto para o desafio, reforçando que pretende colaborar com a federação, a comissão técnica e o elenco para obter vitórias.
“Sei que sou um técnico estrangeiro. Mas estou aqui para ajudar a Federação, a comissão técnica e os jogadores. Quero vencer. Sinto a pressão, mas sou um vencedor e estou pronto, super pronto.”
Desenvolvimento: antecedentes e dados concretos
Os Países Baixos chegam ao início do novo ciclo após uma campanha considerada decepcionante na Copa do Mundo de 2026, quando foram eliminados pelo Marrocos nos pênaltis na fase de 16 avos de final. Xavi assume o lugar deixado por Ronald Koeman, referência histórica do futebol neerlandês que também teve passagem relevante pelo Barcelona.
Durante a apresentação, Xavi explicitou suas preferências táticas:
“Sei que [Louis] Van Gaal ou Koeman jogaram com cinco defensores na linha de trás. Mas essa não é a minha ideia para a minha equipe. Quero jogar com outros sistemas: 4-3-3, 4-2-3-1 ou 3-4-3. Acredito que podemos dominar melhor o jogo com esses sistemas.”
O primeiro compromisso de Xavi à frente dos neerlandeses será um confronto de peso: a estreia ocorrerá na Liga das Nações, em casa, contra a Alemanha, no dia 24 de setembro. A partida também marcará a estreia de Jürgen Klopp como treinador da seleção alemã, que assumirá um cargo em seleção nacional pela primeira vez.
“Estou empolgado e motivado porque vamos jogar contra a Alemanha, uma das melhores seleções da Europa, e contra um dos melhores treinadores dos últimos anos, Jürgen Klopp.”
Escolha do treinador e opções consideradas
Nigel de Jong explicou na coletiva como se chegou ao nome de Xavi para o cargo. Segundo o diretor esportivo, a federação havia considerado outras alternativas de peso antes da contratação do espanhol: o primeiro candidato foi Pep Guardiola, que teria optado por tirar um ano de descanso após sair do Manchester City; o segundo foi Arne Slot, que, embora estivesse sem clube no momento, preferiu permanecer ativo no futebol de clubes. Com essas indisponibilidades, Xavi se tornou a escolha para assumir o projeto.
“Nosso primeiro candidato para substituir Ronald Koeman foi Pep Guardiola, mas ele queria tirar um ano de descanso. Nosso segundo candidato foi Arne Slot (que está sem clube), mas ele preferiu continuar na ativa no futebol de clubes. Então passamos para o terceiro candidato, o homem ao meu lado, Xavi Hernández.”
Contexto: o que está em jogo e o desafio de curto prazo
A contratação de Xavi insere-se em um momento em que a seleção neerlandesa busca recuperar identidade ofensiva e resultados consistentes após a eliminação precoce na Copa do Mundo de 2026. O que estará em jogo para o novo treinador é, em curto prazo, a reaproximação do time ao futebol ofensivo que marcou sua história e, em médio prazo, a consolidação de uma equipe capaz de disputar as próximas competições internacionais com chances reais rumo à Copa do Mundo de 2030.
O confronto inicial frente à Alemanha na Liga das Nações não será apenas um teste tático: será também uma prova de capacidade de gestão e adaptação em um contexto europeu altamente competitivo, com técnicos renomados e seleções em processo de renovação ou reestruturação.
Fecho: próximos passos da história
Nas próximas semanas, a expectativa será acompanhar os primeiros convites e escolhas de Xavi para compor sua comissão técnica e a lista de jogadores chamada para o jogo de 24 de setembro. O desempenho nos primeiros jogos sob seu comando servirá como termômetro para avaliar a implementação do estilo de jogo proposto e a reação do elenco às mudanças táticas. A partir daí, começará a se desenhar o projeto que terá como horizonte a preparação para a Copa do Mundo de 2030.
Em suma, a chegada de Xavi à seleção dos Países Baixos representa uma aposta clara em um modelo de jogo baseado na posse e no controle, com um início de trajetória marcado por um desafio de alto nível já na estreia oficial, na Liga das Nações contra a Alemanha em 24 de setembro.



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