Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
O técnico Andoni Iraola confirmou que Virgil van Dijk seguirá como capitão após a saída de Andy Robertson. Ele afirmou que Alisson está entre os líderes, mas pode ficar impedido de vestir a braçadeira por novas regras.
O técnico Andoni Iraola comunicou à imprensa nesta sexta-feira (21) a nova organização da hierarquia de capitães do Liverpool após a saída de Andy Robertson para o Tottenham e admitiu que, embora Alisson figure na lista de líderes do time, o goleiro pode não vestir a braçadeira em campo por limitações das regras recentes.
Decisão interna e quem assume
No anúncio feito nesta sexta-feira (21), Iraola confirmou que Virgil van Dijk continua como capitão do Liverpool. Houve, porém, uma adaptação sobre quais jogadores devem assumir o posto na ausência do zagueiro. Segundo o treinador, a sequência definida internamente inclui, na ordem, Alisson, Joe Gomez e Dominik Szoboszlai.
Hierarquia de capitães
- Virgil van Dijk — mantém a braçadeira de capitão do Liverpool.
- Alisson — figura na lista de substitutos diretos para o posto de capitão, mas pode não usar a braçadeira em campo por limitações das regras.
- Joe Gomez — apontado como terceira opção na sequência.
- Dominik Szoboszlai — indicado como quarta opção.
Por que um goleiro pode ser limitador como capitão
Iraola explicou que tratou da situação de Alisson de maneira específica e ressaltou que as chamadas “novas regras” criam um entrave prático para um arqueiro exercer a função de capitão. O treinador argumentou que o árbitro precisa conversar com os capitães em momentos relevantes da partida e que essas conversas podem ocorrer em qualquer área do campo, o que tornaria a atuação de um goleiro como interlocutor menos viável.
“Expliquei especialmente a ele que não é possível que ele use a braçadeira porque, com as novas regras, acho que vai ser uma grande limitação um goleiro usar a braçadeira”.
O próprio comando técnico lembrou que essas normas não são exatamente novidade no futebol inglês, mas que foram sendo aplicadas e atualizadas em edições anteriores. A preocupação prática se baseia na necessidade do árbitro de identificar e dialogar com os capitães quando decisões importantes ocorrem em qualquer setor do gramado.
“Se alguma coisa acontecer na área adversária, o árbitro tem que explicar aos capitães o que está acontecendo, todas as decisões. Eu tive uma temporada com o Neto no Bournemouth e você tem que começar todo jogo dizendo a um jogador diferente que ele pode agir como capitão, e isso não é viável. […] Infelizmente estão colocando regras de uma forma que há muitas desvantagens em ter um goleiro como capitão”.
Na lembrança citada por Iraola, o treinador referiu-se a uma experiência pessoal no Bournemouth com o goleiro Neto, ex-Botafogo, para ilustrar as dificuldades práticas enfrentadas quando o capitão titular não está em campo ou quando o porte da comunicação obrigatória recai sobre um jogador posicionado no campo de defesa.
Dados concretos e compromisso imediato
Além da definição da ordem de capitães, Iraola fez questão de demonstrar apreço pelo goleiro brasileiro ao assinalar que Alisson é valorizado no elenco do Liverpool, mesmo diante da restrição quanto ao uso da braçadeira durante as partidas. O arqueiro da seleção brasileira deve começar oficialmente sua nona temporada com a camisa dos Reds no domingo (23), às 12h30 (de Brasília), no duelo contra o Newcastle, em St. James’ Park, válido pela primeira rodada da Premier League 2026/27.
O cronograma anunciado deixa como próxima oportunidade para verificar na prática a aplicação das decisões internas e das regras em campo o confronto de estreia da temporada, quando ficará claro quem, efetivamente, estará com a braçadeira caso Van Dijk não atue.
Contexto que amplia o debate
O tema envolvendo a figura do capitão e as regras de interlocução com árbitros tem repercussão por afetar a rotina de comando dentro de campo. A opção por não privilegiar um goleiro com a braçadeira relaciona-se diretamente a aspectos funcionais do jogo — deslocamentos e visibilidade — e a exigências das arbitragens modernas, que cobram respostas rápidas e acesso direto a um representante do time em variados pontos do gramado.
Embora a discussão tenha sido apresentada por Iraola no contexto específico do Liverpool, o argumento técnico ecoa em outras equipes que já lidaram com goleiros capitães e tiveram que adaptar protocolos de comunicação entre arbitragem e dirigentes em campo. A experiência prática descrita pelo treinador no período em que trabalhou no Bournemouth serve como precedente que fundamenta a decisão tomada no clube inglês.
Do ponto de vista esportivo, a definição interna da hierarquia elimina incertezas operacionais para a comissão técnica e para o plantel ao delimitar responsabilidades de liderança, comunicação e mediação com os árbitros ao longo da temporada que se avizinha.
Próximo passo
A próxima etapa da história será o teste prático dessa decisão na estreia de Premier League, no domingo (23), às 12h30 (de Brasília), em partida que colocará Liverpool e Newcastle frente a frente em St. James’ Park. Será nesse jogo que se confirmará, de forma imediata, quem assumirá a braçadeira caso Van Dijk não esteja em campo e se as limitações apontadas por Iraola serão determinantes na escolha final durante as partidas da temporada 2026/27.
Até lá, a posição oficial do clube diante do combinando entre hierarquia interna e regras de arbitragem permanece conforme comunicado pelo treinador nesta sexta-feira (21), e a expectativa será observar como o tema será administrado ao longo dos jogos seguintes.


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