Foto: Reuters — uso em caráter informativo.
A primeira Copa do Mundo com 48 seleções se mostrou um verdadeiro sucesso, segundo Arsène Wenger, ex-treinador francês e atual chefe de desenvolvimento do futebol da FIFA. Durante a apresentação do Grupo de Estudos Técnicos da entidade, realizada no último sábado no estádio de Nova York/Nova Jersey, Wenger destacou a importância de proporcionar uma oportunidade para mais seleções mostrarem seu talento.
“Achamos que era eticamente necessário dar chance a que mais seleções apresentassem seu futebol. Estou convencido de que foi a decisão correta e que foi um grande sucesso”, afirmou Wenger, ressaltando que a diferença entre as grandes e pequenas equipes diminuiu significativamente. Segundo ele, o conhecimento do jogo e o desenvolvimento do futebol ao redor do mundo foram fatores chave para esse sucesso.
“Temos países, como Cabo Verde, que se saíram bem. Achavam antes da Copa que poderia ser um desastre para algumas seleções, não foi o que aconteceu. O futebol se desenvolve mundo afora, a informação viaja rapidamente. A qualidade desta Copa foi muita alta”, completou Wenger.
Até a Copa do Catar, 32 seleções se classificavam para o torneio, mas com a nova configuração, o número de jogos saltou de 56 para 104, proporcionando uma experiência ainda mais intensa para os amantes do futebol.
Além de Cabo Verde, a competição também marcou a estreia de seleções como Curaçao, Jordânia e Uzbequistão, além do retorno de equipes que há muito tempo não se classificavam, como Iraque, Haiti e República Democrática do Congo. Essa diversidade trouxe um novo colorido ao torneio, refletindo as características únicas de cada equipe e treinador que participou.
“Foi interessante ver as características de cada treinador, a estrutura de cada equipe, a qualidade de equipes menos expressivas. Muitos dos jogadores atuam fora de seus países, em grandes ligas”, observou Gilberto Silva, campeão do mundo em 2002 e membro do grupo de estudos da FIFA.
Embora a discussão sobre um possível aumento no número de equipes para o Mundial de 2030 não tenha sido abordada durante o evento, há uma pressão significativa da Conmebol para que a próxima edição conte com 64 seleções. Isso resultaria em mais jogos na América do Sul, onde estão programadas três sedes: Montevidéu, Assunção e Buenos Aires, em comemoração ao centenário do torneio. As demais partidas estão previstas para serem realizadas em Espanha, Marrocos e Portugal.

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