Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Com dois gols de Erick e dois de Matheuzinho, o Vitória venceu a Chapecoense por 4 a 0 no Barradão pela 29ª rodada do Brasileiro. Apesar do placar, o time não convenceu e explorou falhas da Chapecoense.
O Vitória cumpriu o papel de favorito ao derrotar a Chapecoense por 4 a 0 no Barradão, em partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro 2026. Os quatro gols foram divididos entre Erick e Matheuzinho, que marcaram duas vezes cada um. Apesar do placar elástico, a atuação da equipe não convenceu por inteiro, já que muitos dos avanços parecem decorrentes da fragilidade do adversário.
No primeiro tempo, a equipe rubro-negra abriu o placar em uma jogada de transição bem trabalhada que culminou com Erick finalizando dentro da área. O gol saiu aos 17 minutos do 1º tempo. No segundo tempo, o Vitória ampliou com Matheuzinho após assistência de Mateus Silva e teve mais dois gols — mais um de Erick e outro de Matheuzinho — que fecharam o marcador em 4 a 0.
Desenvolvimento da partida e dados concretos
O técnico Jair Ventura optou por manter a formação usada antes da paralisação da Data Fifa, sem contar com os lesionados Ramon e Baralhas. A escalação inicial apresentada foi a mesma que havia perdido para o Cruzeiro 17 dias antes. A lista de jogadores que iniciou o duelo no Barradão foi a seguinte:
Escalação do Vitória
- Lucas Arcanjo
- Mateus Silva
- Cacá
- Luan Cândido
- Jamerson
- Caíque Gonçalves
- Martínez
- Matheuzinho
- Erick
- Diego Tarzia
- Renê
Goleadores
- Erick — 2 gols (incluindo o gol aos 17′ do 1º tempo)
- Matheuzinho — 2 gols
Taticamente, Ventura manteve a ideia de recuar Caíque Gonçalves entre os zagueiros para formar uma saída de três, liberando os laterais a avançar com maior frequência. Sem a posse, o Vitória alternou momentos de pressão alta na saída adversária com blocos mais baixos para explorar contra-ataques. Essa alternância foi visível na etapa inicial.
Aos 17 minutos do primeiro tempo, a transição rápida e a combinação entre Erick, Renê e Matheuzinho resultaram no primeiro gol, finalizado por Erick dentro da área. Durante o primeiro tempo, o Vitória mostrou limitações na construção de jogadas contra a compactação defensiva da Chapecoense e teve poucos lances de perigo elaborados quando tentou construir por meio de troca de passes.
No setor defensivo, o time rubro-negro repetiu falhas já observadas em partidas anteriores, especialmente na saída de bola. Essas falhas chegaram a ser perigosas e exigiram intervenções do goleiro Lucas Arcanjo, que fez ao menos duas defesas importantes ao longo do jogo e evitou que o placar fosse diferente antes do intervalo.
O segundo tempo e a goleada
No início da etapa final veio a jogada trabalhada que faltou ao time no primeiro tempo: assistência de Mateus Silva e finalização de Matheuzinho para ampliar. A partir desse momento, a combinação de vantagem no marcador e a fragilidade do oponente deram ao Vitória mais confiança. O time controlou melhor o meio-campo, diminuiu os erros na saída de bola e passou a finalizar com jogadores em melhores condições de concluir as jogadas.
Erick e Matheuzinho ainda marcaram mais uma vez cada um, e o placar só não foi maior porque outras chances claras foram desperdiçadas, inclusive por substituições que não transformaram as oportunidades em gols. Um dos reservas que entrou no segundo tempo foi Lucas Silva, que, segundo o levantamento do jogo, teve pelo menos três chances claras não convertidas.
Contexto que amplia a leitura do resultado
O triunfo por 4 a 0 reacende o padrão que o Vitória tem apresentado em casa diante de adversários em dificuldades: a capacidade de vencer clubes mais frágeis e, com isso, somar pontos importantes na luta contra a zona de rebaixamento. Historicamente na temporada, o time já havia mostrado força diante de rivais mais vulneráveis — foi assim na campanha do título da Copa do Nordeste e tem sido observado também no Brasileirão, onde o clube venceu as equipes da zona de rebaixamento no Barradão.
Ao mesmo tempo, a vitória precisa ser relativizada. A Chapecoense ocupa a lanterna do Campeonato Brasileiro 2026 e atravessa série ruim, circunstância que torna difícil avaliar se a atuação rubro-negra representou uma evolução real ou apenas exploração das fragilidades do adversário. Embora o resultado tenha ajudado a afastar riscos imediatos da zona de rebaixamento, a consistência defensiva e a criatividade ofensiva ainda aparecem como pontos a serem corrigidos.
O que está em jogo nas próximas rodadas é a capacidade do Vitória de provar que a super Data Fifa serviu como ponto de inflexão. Para isso, será preciso reproduzir o desempenho do segundo tempo contra adversários mais qualificados e fora de casa, algo que até aqui tem sido um desafio para a equipe.
Próximo compromisso e fechamento
Depois de reencontrar o caminho das vitórias no Barradão, o Vitória volta a tentar vencer fora de casa na Série A. O próximo desafio é contra o São Paulo, marcado para as 21h (de Brasília) deste sábado, no Morumbi, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Será um teste importante para confirmar se a equipe consegue traduzir a melhora vista no segundo tempo em um padrão de jogo mais confiável contra adversários de maior porte.
O desfecho desta sequência deve indicar se o triunfo por 4 a 0 foi um ponto de partida para recuperação sustentada ou apenas um resultado favorável diante do time que vem ocupando a última posição na tabela. A resposta, em grande medida, virá no confronto no Morumbi e nas partidas subsequentes do calendário nacional.

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