Foto: Globo — uso em caráter informativo.
No Centro Politécnico da UFPR, o Curitiba Silverhawks superou o Brasília Pilots por 15 a 14 no tempo extra, garantindo o terceiro título da Superliga em 2026. Blue marcou o touchdown decisivo e a QB Luiza Mehl converteu a tentativa de dois pontos que selou a virada.
O Curitiba Silverhawks conquistou o título da Superliga Feminina de Futebol Americano de 2026 ao vencer o Brasília Pilots por 15 a 14, na prorrogação, no Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. A virada decisiva veio com um touchdown de Blue e a conversão de dois pontos executada pela quarterback Luiza Mehl, que definiu a partida diante da torcida.
A decisão foi marcada pelo equilíbrio até os instantes finais. O tempo regulamentar terminou empatado em 7 a 7; na prorrogação, o Brasília Pilots chegou a abrir 14 a 7 antes da reação do Silverhawks, que transformou o resultado e garantiu o título.
Com a conquista, o Curitiba Silverhawks atingiu o terceiro título da Superliga Feminina, somando os troféus de 2019, 2023 e 2026. O clube paranaense igualou o Cariocas FA na segunda colocação entre os maiores campeões da competição, ficando atrás apenas da Portuguesa — a Lusa Jaguars —, que acumula quatro títulos nacionais.
O Brasília Pilots terminou a competição como vice-campeão, em sua primeira participação em final da Superliga Feminina. A campanha do time do Distrito Federal foi histórica por levar a equipe pela primeira vez à decisão do torneio.
Detalhes da partida
O confronto no Centro Politécnico da UFPR foi decidido na prorrogação após 7 a 7 no tempo regulamentar. Na etapa extra, o Pilots conseguiu marcar e passou à frente por 14 a 7, mas o Silverhawks respondeu com um touchdown assinado por Blue. A tentativa de dois pontos foi convertida pela quarterback Luiza Mehl, que definiu o placar em 15 a 14 e garantiu o tricampeonato ao time da casa.
O cenário da partida revelou alternância de forças: defesas que seguraram longas campanhas, ataques que apareceram em momentos decisivos e uma prorrogação tensa, na qual as decisões de pontuação valeram o título nacional.
Prêmios da temporada
- Sarah — MVP ofensiva e MVP geral: a running back do Curitiba Silverhawks foi eleita as duas principais honrarias individuais da Superliga Feminina. Em apenas três partidas, acumulou mais de 250 jardas, manteve média superior a um touchdown por jogo e registrou mais de sete jardas por carregada. A produção de Sarah terminou com o dobro de jardas da segunda colocada.
- Mayara — MVP defensiva: jogadora do Brasília Pilots que recebeu o prêmio de destaque defensivo após registrar quase 20 tackles, média superior a um tackle para perda de jardas por partida, três interceptações e vários passes desviados.
- Michele Casado — MVP de times especiais: camisa 9 da Lusa Jaguars que teve destaque como kicker, com um chute de 37 jardas, aproveitamento superior a 80% na temporada e contribuição nos retornos de kickoff.
Contexto e significado da conquista
A vitória consolidou o Silverhawks entre as principais forças do futebol americano feminino no Brasil. Ao alcançar o tricampeonato, o clube paranaense igualou o Cariocas FA na segunda posição do quadro de títulos e diminuiu a distância para a Lusa Jaguars, líder do ranking, que soma quatro troféus.
Para o futebol americano feminino nacional, a final entre Curitiba e Brasília também representou um indicativo de competitividade crescente: o Brasília Pilots, em sua primeira final, mostrou capacidade de chegar à discussão do título e de se afirmar como força emergente fora dos centros tradicionais.
Do ponto de vista regional, a conquista em Curitiba ressalta o protagonismo do Sul na modalidade, ao mesmo tempo em que a presença do Pilots na decisão amplia o mapa de equipes competitivas em outras regiões do país.
Fecho e próximo passo da história
Com a temporada da Superliga Feminina de 2026 encerrada, o tricampeonato do Curitiba Silverhawks fecha um ciclo de sucesso recente para a equipe. A conquista aproxima o clube do topo histórico da competição e reforça sua posição entre os maiores vencedores.
Quanto aos rumos imediatos, as informações públicas sobre cronogramas e compromissos futuros das equipes não foram detalhadas no material desta publicação. Em termos esportivos, a tendência natural é que clubes e atletas utilizem o período pós-temporada para planejamento de elenco, preparação física e definirem objetivos para a próxima temporada.
A história do futebol americano feminino brasileiro terá na sequência a análise de como as equipes campeãs e vice-campeãs vão organizar seus elencos para manter ou elevar o nível, bem como o acompanhamento da Lusa Jaguars, dona de quatro títulos, e de outras equipes que buscam reverter posições na lista dos maiores campeões.

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