Em uma manhã histórica, a Comissão do Esporte no Senado deu um passo decisivo rumo à realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 ao aprovar o projeto da Lei Geral da competição. O evento, que promete ser um marco na história do futebol feminino, agora segue para apreciação no Plenário do Senado, com expectativa de votação ainda nesta quarta-feira, 27 de maio.
A relatora do projeto, a senadora Leila Barros (PDT/DF), destacou que a proposta não apenas organiza a estrutura necessária para o Mundial, mas também traz um importante reconhecimento às pioneiras do futebol feminino brasileiro. O projeto estabelece um prêmio de R$ 500 mil às jogadoras que participaram do primeiro torneio internacional, o Fifa Invitational Tournament de 1988, e da Copa do Mundo de 1991, organizada pela FIFA.
A Lei Geral da Copa, que foi aprovada na Câmara no final de abril, é um passo fundamental para assegurar que o Brasil esteja preparado para receber a competição. O texto cria diretrizes que abrangem desde acessos e condições de trabalho até a definição dos preços dos ingressos. O projeto também menciona a importância de homenagear as mulheres que enfrentaram dificuldades ao longo da história do futebol feminino, especialmente considerando que o Brasil proibiu a prática do esporte entre 1941 e 1979.
Durante a reunião do Senado, uma emenda que pretendia incluir uma bonificação para as jogadoras da Copa de 1995 foi rejeitada, uma decisão que busca evitar atrasos na tramitação da lei. Contudo, os senadores se comprometeram a elaborar um projeto específico para garantir a recompensa às atletas, semelhante ao que foi feito para os campeões de Copas passadas.
O escopo da Lei Geral vai além de prêmios. O texto prevê que a FIFA terá autonomia para definir os preços dos ingressos, que poderão adotar o modelo de “preço dinâmico”, e também estabelece que o governo brasileiro concederá vistos temporários às pessoas credenciadas pela FIFA. Além disso, a proposta inclui garantias de segurança e condições de trabalho adequadas para todos os envolvidos no evento.
A expectativa é de que a Polícia Federal crie uma força-tarefa nacional de segurança, envolvendo diversas esferas de atuação, para garantir que a Copa de 2027 seja um sucesso absoluto. Com a aprovação desta lei, o Brasil demonstra seu compromisso em promover e valorizar o futebol feminino, criando um ambiente propício para que o evento seja lembrado como um dos mais grandiosos da história.

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