Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Com a estreia na Seleção, Martinelli virou alvo do mercado e passou a receber propostas concretas. A diretoria, porém, considera o atacante inegociável enquanto o Flu disputa fases decisivas da temporada.
Martinelli ganha valorização com a convocação à Seleção Brasileira e passa a ser alvo de atenção do mercado, o que deve aumentar a chance de propostas superiores para o Fluminense na próxima janela de transferências. Apesar disso, o clube mantém o jogador com status de não negociável diante da importância que ele tem para o time e do momento decisivo da temporada.
Desenvolvimento: números, ofertas e perfil
Na última janela de transferências, clubes interessados formalizaram contatos com o Fluminense, mas ouviram resposta negativa da diretoria. Entre as propostas recebidas desde o início do ano, o maior montante apresentado chegou a 14 milhões de euros, valor que foi informado como aproximando-se de R$ 80 milhões na cotação atual. Entre os clubes que manifestaram interesse e fizeram ofertas estão Nottingham Forest, Olympiacos (dois clubes que pertencem ao mesmo conglomerado), Besiktas, West Ham e Al Shabab.
Todas essas investidas ocorreram antes da convocação de Martinelli à Seleção Brasileira. A chamada para os três amistosos do Brasil, realizada após o corte de João Pedro por lesão, é vista internamente como um fator de valorização que tende a abrir caminho para propostas em um patamar considerado, pela diretoria, merecedor de análise.
O entendimento no clube é que, se uma oferta futura atender às expectativas elevadas de receita, a venda de Martinelli poderia superar a negociação de André, realizada em 2024 por 22 milhões de euros, com mais 3 milhões de euros em metas vinculadas ao Wolverhampton. O passaporte italiano do jogador, que já saiu, é outro elemento citado como facilitador para uma transferência ao mercado europeu.
Formado em Xerém, Martinelli é um dos atletas que mais vestiram a camisa do Fluminense na história recente do clube. Ele é titular absoluto na equipe comandada por Marcão e integrou o elenco campeão da Copa Libertadores em 2023. A trajetória no clube e a sequência de confiança técnica são argumentos usados internamente para sustentar a posição de não venda neste momento.
Declarações
“Talento acima da média”
“Resultado não é o fim”
Contexto que a matéria não detalhou
O cenário descrito aponta para uma tensão clássica entre necessidade esportiva e oportunidade financeira. Por um lado, o Fluminense valoriza a continuidade de um jogador criado na base — alguém que passou por Xerém e se consolidou como referência no elenco. Por outro, o mercado internacional costuma reajustar valores a partir de convocações para seleções, especialmente em janelas subsequentes.
Do ponto de vista da gestão financeira, a possibilidade de transformar em receita uma venda que supere os 22 milhões de euros recebidos por André é significativa para qualquer clube brasileiro. No entanto, a diretoria do Fluminense ainda prefere manter a postura de proteção enquanto considerar Martinelli um pilar na busca por objetivos esportivos imediatos. A avaliação interna equilibra o impacto esportivo da saída com o potencial financeiro que poderia ser obtido caso uma oferta atenda às cláusulas e às expectativas do clube.
O passaporte europeu, já emitido, é um fator objetivo que facilita a mobilidade do jogador no continente e amplia o leque de clubes que podem formular propostas com menos entraves burocráticos. Isso tende a tornar as negociações mais fluídas no futuro, caso a direção aceite analisar uma investida com valores que julgue compatíveis.
O que está em jogo e o próximo passo
O principal ponto em disputa é a definição de prioridades: manter a força esportiva com Martinelli como peça-chave para as competições em que o Fluminense está envolvido, ou transformar a valorização atual em receita que poderia ser reinvestida no elenco. A convocação à Seleção funciona como uma variável que aumenta a probabilidade de ofertas mais robustas na próxima janela.
Na prática, o caminho nos próximos meses seguirá com a diretoria monitorando o mercado e mantendo a comunicação de que o jogador é, por ora, considerado não negociável. Ao mesmo tempo, haverá atenção redobrada a propostas que venham a ser apresentadas na próxima janela de transferências: só uma oferta que atenda às expectativas financeiras e à avaliação esportiva do clube tende a ser submetida à análise aprofundada da diretoria.
O desfecho dessa história dependerá, portanto, da convergência entre uma proposta financeira considerada irrecusável pelo Fluminense e do momento esportivo do próprio clube. Até lá, Martinelli segue como peça central do time e como ativo que pode gerar a maior venda da história do Fluminense caso as condições financeiras e esportivas se alinharem.

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